O que atrai a Geração Z no mercado de trabalho vai muito além de salário ou pacotes de benefícios. Segundo uma pesquisa da JBS com mais de 32 mil jovens brasileiros, as oportunidades de crescimento são o principal fator considerado na hora de escolher uma empresa para trabalhar.
Os dados indicam uma mudança significativa no comportamento dessa geração, formada por pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 e 2010.
Ao contrário das gerações anteriores, os jovens profissionais de hoje priorizam um ambiente com trilhas claras de aprendizado, reconhecimento pelas entregas e uma cultura organizacional que promova conexão e propósito.
“Estamos falando de uma geração que busca empresas que ofereçam caminhos estruturados de aprendizado e evolução”, afirma Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil. “Mais do que atrair talentos, o desafio agora é mantê-los engajados em uma jornada crescente, que faça sentido para eles.”
Oportunidades de crescimento no centro da estratégia
De acordo com o estudo, 75% dos jovens entrevistados consideram a JBS um ambiente propício ao crescimento profissional.
Isso não é à toa: programas como o Evoluir, voltado a jovens de 18 a 23 anos, e o Germinare VET, que prepara futuros líderes nas áreas de veterinária e processos industriais, são exemplos de iniciativas voltadas ao desenvolvimento técnico e de liderança.
Outro destaque é o Programa Master de Produção, que identifica e capacita colaboradores internos para ascenderem a cargos de supervisão.
A ideia é formar lideranças a partir de talentos já inseridos na cultura empresarial, oferecendo possibilidades concretas de ascensão profissional.
O que a Geração Z espera de um líder?

Outro dado relevante revelado pela pesquisa é a visão da Geração Z sobre liderança. O que mais admiram em um líder é o reconhecimento pelo trabalho realizado.
Empatia e compreensão das necessidades individuais também aparecem entre os principais atributos desejados.
“Eles querem ser ouvidos e contar com lideranças próximas e acessíveis”, explica Thaís Giuliani, pesquisadora especializada em Geração Z. “Não se trata mais de subir uma escada tradicional de carreira. É sobre conexão, propósito, troca e a oportunidade de um futuro melhor.”
Desenvolvimento pessoal com impacto social
O levantamento também aponta que os jovens não querem apenas evoluir profissionalmente, mas desejam alinhar esse crescimento a um propósito pessoal e a uma contribuição para a sociedade.
“Existe uma interdependência entre desenvolvimento individual e impacto coletivo. A Geração Z quer crescer, mas quer fazer isso de um jeito que importe para o mundo ao seu redor”, diz Giuliani.
Equilíbrio emocional como prioridade
A pesquisa também revelou que, para além das oportunidades profissionais, os jovens valorizam aspectos emocionais e relacionais. Apoio familiar, relacionamentos saudáveis e equilíbrio emocional são considerados prioritários.
A Geração Z quer estabilidade profissional, mas não a qualquer custo. Qualidade de vida, saúde mental e bem-estar são vistos como partes essenciais da equação do sucesso.
Metodologia e alcance do estudo
A pesquisa “Jovens JBS” foi realizada em março de 2025 e contou com 32.063 respostas de colaboradores de diferentes regiões do Brasil e níveis hierárquicos. O estudo avaliou quatro pilares:
- Valores e objetivos pessoais;
- Relacionamento e comunicação no ambiente de trabalho;
- Ambiente e motivação;
- Propósito e impacto social.
O objetivo foi mapear as percepções e expectativas da nova geração sobre o ambiente de trabalho e a vida de forma mais ampla.
Jornada com sentido é diferencial para engajar

A conclusão do estudo é clara: empresas que desejam atrair e reter jovens talentos precisam investir em trajetórias estruturadas de crescimento.
Isso inclui planos de carreira, programas de formação, cultura de feedback e lideranças acessíveis.
“A Geração Z quer crescer rápido, sim, mas com sentido, com escuta e com impacto”, resume Fernando Meller. “E é responsabilidade das organizações oferecer esse caminho.”
