Os profissionais de hoje estão cada vez mais criteriosos e avaliam com cuidado o pacote de benefícios oferecido pelas empresas.
Plano de saúde e vale-refeição, já parecem não causar o mesmo impacto, sendo vistos até como ofertas básicas proporcionadas pelo contratante.
Os incentivos atualmente precisam ir além do salário e do que já é tratado como tradicional, oferecendo soluções para as necessidades do dia a dia ou inovação, como crédito de viagem, auxílio para fertilidade ou flexibilidade de horário.
Sem um ‘algo a mais’ em qualidade e criatividade, as equipes sentem falta de uma proposta realmente atraente e que encante tanto os profissionais que já fazem parte da empresa, quanto aqueles que desejam se juntar ao time.
Cada vez mais, os colaboradores buscam benefícios que atendam às suas necessidades individuais.
Por isso, pacotes padronizados parecem não se mostrar suficientes para atrair e reter talentos.
A personalização pode impactar positivamente a satisfação e o engajamento das equipes e, em paralelo, acompanhar as expectativas dos profissionais, principalmente da Geração Z.
Segundo dados do relatório World of Work Trends 2025, os jovens entre 18 e 26 anos representarão 27% da força de trabalho este ano.
Esse novo público busca empresas com propósito e valores alinhados aos seus próprios. Eles também valorizam benefícios que demonstram compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social.
Além disso, priorizam a possibilidade de trabalhar remotamente, ter horários flexíveis e conciliar vida pessoal e profissional, para citar alguns exemplos.
Pacote de benefícios e a retenção de talentos
No atual cenário corporativo, a retenção de talentos se tornou um desafio estratégico significativo para as empresas.
E o quanto um pacote de benefícios pensado e estruturado pode ajudar nisso? Muito!
Porém, para estruturar uma política de benefícios eficiente, primeiramente é preciso avaliar a real necessidade dos seus funcionários.
Na sequência, os objetivos que a sua empresa quer alcançar com a política e a seleção dos benefícios devem ser considerados – mas sem tirar o foco da inovação.
Depois, é necessário partir para a estruturação da política, de fato, e o desenho de um plano de comunicação para garantir que todos os profissionais sejam informados sobre os benefícios e como poderão utilizá-los.
Para fechar, é preciso fazer a implementação e avaliar o impacto e a satisfação dos colaboradores para rearranjar rotas, sempre que necessário.
E este monitoramento deve ser constante, já que as necessidades dos profissionais e as estratégias de negócios da empresa podem mudar.
Uma pesquisa da Robert Half revela que quase a totalidade dos profissionais empregados entrevistados (97%) disseram considerar os auxílios para aceitar, ou não, uma proposta de emprego.
Já 57% afirmaram que caso benefícios que consideram importantes não sejam oferecidos pelos seus contratantes, buscariam a negociação de um salário mais alto, e 74% gostariam de ver mudanças nos auxílios oferecidos por suas empresas.
A ePharma, uma das principais plataformas de gestão de benefícios de saúde do Brasil, é um exemplo de companhia que sabe investir no bem-estar dos colaboradores e entende que este tipo de incentivo é uma estratégia vital para o seu negócio.
Com mais de 500 funcionários, eles implementaram o benefício de viagens para os seus talentos não só como forma de reduzir o turnover, mas para gerar economia.
Já são mais de meio milhão de reais economizados e uma redução de 65% na taxa de turnover.
O que pode ser oferecido em um pacote de benefícios?
Diversos benefícios podem ser oferecidos aos colaboradores. Alguns são obrigatórios, como o vale-transporte.
Outros são considerados mais tradicionais, como vale-alimentação ou refeição, plano de saúde e programas de atividade física.
Também há benefícios como seguro de vida, previdência privada, day off de aniversário, bônus e participação nos lucros, entre outros.
No entanto, o importante é não deixar a criatividade de lado. O benefício de viagens é um exemplo.
É totalmente possível as empresas oferecerem aos seus colaboradores condições de terem experiências significativas com hospedagens e passagens aéreas.
Por meio de créditos de viagem, os usuários têm a liberdade de escolher como, quando e com quem querem viajar. E a empresa paga parte da conta.
O auxílio-terapia também é uma outra opção. A vantagem para o funcionário pode ser por meio de aporte financeiro, plataformas online ou até mesmo programas de desenvolvimento interno.
Adicionalmente, o auxílio-educação pode ser algo bem valorizado pelos colaboradores da sua empresa.
Aqui entram parcerias com instituições de ensino, custeio de cursos e treinamentos.
Já o vale-cultura, benefício em que o objetivo é incentivar que o colaborador tenha momentos de lazer utilizando atrações como cinemas, museus, teatros e apresentações culturais, também pode entrar na lista.
Pensar de forma inovadora permite levar a criatividade ainda mais longe. É possível incluir na sua marca benefícios voltados para a família, como licenças-parentais estendidas.
Além disso, iniciativas ligadas à sustentabilidade também podem fazer a diferença, como bônus para aquisição de bicicletas e programas de carona corporativa.
Benefícios que valorizam a saúde mental e o descanso dos colaboradores
A atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora n.º1) faz com que as empresas criem, até o final de maio, normas que preservem a saúde mental dos colaboradores.
Com isso, problemas dessa natureza entrarão para a lista de riscos ocupacionais.
Mas não é somente por essa obrigação, que as empresas devem pensar ou repensar sobre a valorização de um pacote de benefícios que também compreenda ações no campo do bem-estar.
Embora a preocupação com a saúde mental esteja em ascensão, ainda há muito a ser feito para que esses benefícios se tornem mais comuns e acessíveis aos trabalhadores.
Oferecer créditos de viagem é uma alternativa que pode proporcionar uma experiência memorável e de liberdade.
Uma ação simples, sem riscos financeiros e com um excelente custo-benefício para o negócio, além de contribuir para a melhoria de imagem da sua marca.
Ao priorizar o descanso e a renovação dos funcionários, a empresa colabora para a diminuição do turnover e dos custos associados à troca de talentos.
Segundo uma pesquisa da Harvard Business Review, empresas que investem em benefícios diferenciados notam um aumento de até 21% na produtividade de seus colaboradores.
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Evolução, qualidade de vida e clima organizacional também importam
Em paralelo aos benefícios, nunca é demais lembrar, que os colaboradores possuem outras expectativas em jogo.
Entre elas, existem os planos de carreira e a evolução desse profissional, ou seja, se ele possui perspectivas claras e concretas sobre cargo e salário.
Atuar em uma empresa que possui uma imagem e uma reputação positiva, sendo reconhecida e admirada pelo público, também é um outro ponto de valorização, que deve caminhar ao lado do pacote de benefícios.
A qualidade de vida é um outro fator.
De nada adianta a empresa ter uma política de benefícios estruturada e que valorize a saúde mental e a felicidade dos seus colaboradores, se na prática não oferecer boas condições para o profissional equilibrar suas atividades pessoais e profissionais.
Para finalizar, o velho e bom clima organizacional onde existe respeito e empatia não só facilita a convivência como também é motivo de valorização, ao lado de um bom pacote de benefícios.
Benefícios importam (muito!) e estão entre os principais critérios usados pelos profissionais para aceitar ou não uma oferta de trabalho.
Com colaboradores cada vez mais exigentes e engajados em avaliar a relevância do que é oferecido pelas empresas em seus pacotes de benefícios, alguma dúvida sobre pensar ou repensar o assunto: e a sua empresa, está preparada?
