Como conduzir conversas difíceis na empresa: passo a passo

Imprevistos e conflitos são situações que sempre podem acontecer dentro de uma empresa. Nessas ocasiões, é comum que as lideranças precisem ter conversas difíceis com seus liderados e esclarecer alguns […]

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Duas pessoas em um café tendo uma conversa séria, representando o desafio de lidar com conversas difíceis no dia a dia

Imprevistos e conflitos são situações que sempre podem acontecer dentro de uma empresa. Nessas ocasiões, é comum que as lideranças precisem ter conversas difíceis com seus liderados e esclarecer alguns pontos. O problema é que nem sempre os líderes sabem como abordar esses temas e acabam gerando muita ansiedade ou até mesmo adiando o diálogo por medo. 

Entender como conduzir esse tipo de situação é fundamental para uma liderança eficiente e humanizada. Mas você sabe como fazer isso na prática? Neste post, listamos alguns passos que podem tornar a conversa mais leve e tranquila.

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Como conduzir as conversas difíceis na empresa?

Conversas difíceis no trabalho são cercadas de muita expectativa e ansiedade, tanto para o representante da empresa quanto para o colaborador. Por isso, é fundamental ajustar as percepções para que a abordagem seja feita da forma mais tranquila e amigável possível. 

Para exercer uma liderança humanizada, é importante expor não só as dificuldades encontradas, mas também trazer soluções que possam melhorar a situação de maneira construtiva. 

A empatia e a inteligência emocional são soft skills primordiais na hora de aplicar o feedback negativo ou relatar problemas e conflitos. Assim, os líderes devem tentar visualizar o problema da perspectiva do profissional e encarar as conversas difíceis como uma oportunidade de crescimento para que o time possa aprender com seus erros.

Tipos de conversas difíceis na empresa

Muitas situações podem levar a conversas difíceis na empresa e cada uma delas pode exigir do profissional uma postura diferente. Por isso, é essencial entender melhor os motivos da conversa para se preparar com antecedência. A seguir, listamos algumas das causas mais comuns. 

Feedbacks negativos

As reuniões de feedbacks já costumam deixar os colaboradores nervosos, ainda mais quando o retorno é negativo. Assim, ao relatar problemas de produtividade ou performance, é importante buscar uma abordagem livre de constrangimentos e focada no lado construtivo. 

Demissões

Comunicar demissões é, com certeza, um dos momentos mais difíceis para a liderança, já que isso envolve diretamente o futuro e a realização profissional do colaborador. Assim, caso precise ter essa conversa, é essencial deixar claro os motivos pelos quais o profissional está sendo desligado. 

Falecimento de um colaborador

Outro assunto muito delicado de se comunicar é o falecimento de alguém da equipe. Pelo contato diário, os colaboradores acabam criando relações próximas uns com os outros. Por isso, esse tipo de fatalidade pode refletir no emocional do time e deve ser conduzido com a ajuda de um psicólogo. 

Falta de higiene

Outro tópico delicado que pode gerar constrangimentos são os problemas relacionados à higiene das áreas de convivência da empresa. Para evitar mal-entendidos, é válido que essa mensagem seja passada de forma indireta, por meio de comunicados, e-mails e lembretes no mural. 

4 dicas para ter conversas difíceis na empresa

Alguns passos podem ajudar as lideranças a tornarem essas conversas difíceis mais leves e produtivas. Confira 4 boas práticas. 

1. Evite mistérios

Quanto mais a situação se estender antes da conversa principal, maior será o medo e a ansiedade provocados no colaborador. Assim, é importante deixar claro, desde o início, o que será tratado no papo. 

Essa é uma forma de mostrar respeito e empatia pelo colaborador e garantir que ele possa se preparar para mostrar suas justificativas e pontos de vista, sem ficar na defensiva ou agir com raiva.

2. Crie um roteiro

Planejar-se para a conversa também é importante para evitar fugir do tema e garantir um ambiente seguro para o ouvinte. Uma dica é criar um roteiro simples com alguns pontos-chave, por exemplo, a situação que ocorreu, as consequências causadas por ela e as soluções propostas. 

3. Conheça o indivíduo

Nem todas as pessoas são iguais, por isso, nem sempre elas reagirão da mesma forma ao se depararem com uma conversa difícil no trabalho. Portanto, conhecer a fundo cada indivíduo e seus perfis comportamentais é uma forma de entender como deve ser direcionado o feedback, para que ele seja absorvido da melhor forma. 

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4. Tenha embasamento

Mais do que apenas relatar situações, é válido apresentar fatos e dados que embasam a conversa, para torná-la mais objetiva. Se o colaborador está tendo um queda de performance, por exemplo, a liderança pode apresentar sua última avaliação de desempenho para mostrar que as metas não foram alcançadas. 

Esse tipo de postura ajuda o colaborador a entender que não se trata de uma questão pessoal, tornando-o mais aberto para definir novas metas para o futuro.

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O que não fazer e como reduzir as conversas difíceis?

É importante entender que o líder é o principal responsável pelos sucessos, falhas, crescimento e desempenho de seus liderados. Por isso, ele tem um papel importante tanto na condução de conversas difíceis quanto em evitar que elas precisem acontecer. 

Ao conduzir essas situações é essencial ser positivo e otimista, evitando constranger o colaborador ou transformar a conversa em um monólogo. Deixe o profissional mostrar o seu lado, dar as justificativas necessárias e entender como ele pode melhorar. 

Além de saber como diminuir a ansiedade e o nervosismo diante desse tipo de situação, é importante entender como você pode evitar que elas aconteçam. Uma boa dica é criar uma cultura de feedbacks constantes, mapeando os problemas antes que eles se tornem maiores. 

Mas por mais humanizada que a gestão de pessoas seja, conversas difíceis sempre vão existir na empresa. Por isso, é crucial que as lideranças estejam preparadas para lidar com imprevistos e saibam como conversar de forma clara e eficiente. 

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Camila Rocha, é uma profissional experiente em publicidade. Com formação pela Fumec, ela coordena atualmente a BU de Educação na Sólides Tecnologia, onde trabalha há 6 anos. Sua expertise em liderança e estratégias de educação corporativa tem sido fundamental para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento dos colaboradores.

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