O que o estresse pode causar: impactos na saúde física e mental

O estresse é uma reação do corpo a demandas ou ameaças conhecidas como estressores.
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o que pode causar estresse

Passar por momentos estressantes é comum a todos os seres humanos. Apesar disso, é preciso entender o que o estresse pode causar quando ocorre em excesso para começar a buscar formas de minimizá-lo.

O estresse é uma resposta natural do corpo a desafios e pressões, seja no ambiente de trabalho, na vida pessoal ou em situações adversas.

E, embora em pequenas doses o estresse possa ser motivador e benéfico, quando se torna crônico, pode ter efeitos devastadores na saúde física e mental.

Neste artigo, exploraremos os diversos impactos que essa condição traz ao corpo e à mente, de modo que possamos entender suas consequências complexas e saber como lidar de forma mais adequada com esse problema.

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O que é o estresse?

O estresse é a resposta do corpo a qualquer demanda ou ameaça, conhecida como estressor. Quando você percebe um perigo, seja real ou imaginário, o sistema nervoso entra em ação, liberando uma enxurrada de hormônios do estresse, incluindo adrenalina e cortisol.

Esses hormônios preparam o corpo para uma ação de emergência, conhecida como a resposta de “luta ou fuga”.

Hoje, mais de 72% dos brasileiros sofrem de estresse, sobretudo no trabalho. Isso significa que ele é um problema de saúde geral, chegando a ter causado sofrimento a cerca de 90% da população mundial.

Esses dados alarmantes são decorrentes dos graves efeitos que a química mencionada pode gerar na saúde, levando, inevitavelmente, ao sofrimento e até à incapacitação.

Tipos de estresse

Existem diferentes tipos de estresse, que variam em duração e intensidade. Eles são:

  • Estresse agudo: É de curta duração e pode ser causado por eventos como uma briga, um teste ou uma apresentação.
  • Estresse episódico agudo: Ocorre quando alguém experimenta estresse agudo com frequência.
  • Estresse crônico: É um estresse prolongado que pode resultar de problemas de longo prazo, como dificuldades financeiras, um ambiente de trabalho tóxico que não favorece a cultura de saúde mental ou problemas familiares.

Os hormônios do estresse

O cortisol é o principal hormônio do estresse, mas ele também libera adrenalina e noradrenalina. A seguir, veremos alguns dos efeitos desses hormônios no corpo:

Adrenalina

Efeitos da adrenalina

  1. Aumento da frequência cardíaca e pressão arterial: A adrenalina aumenta a frequência cardíaca e a força das contrações do coração, resultando em um aumento da pressão arterial. Isso garante que os músculos e órgãos vitais recebam oxigênio e nutrientes suficientes para enfrentar a situação de estresse.
  2. Dilatação das pupilas: A adrenalina causa a dilatação das pupilas, permitindo que os olhos captem mais luz e melhorem a visão em situações de perigo.
  3. Redirecionamento do fluxo sanguíneo: O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos digestivos para os músculos esqueléticos, coração e pulmões, preparando o corpo para uma ação física imediata.
  4. Aumento da glicose no sangue: A adrenalina estimula a quebra do glicogênio no fígado, aumentando os níveis de glicose no sangue e fornecendo energia rápida para os músculos.
  5. Aumento da respiração: O hormônio da adrenalina também relaxa os músculos das vias aéreas, aumentando a capacidade pulmonar e permitindo uma maior oxigenação do sangue.

Efeitos a longo prazo da exposição à adrenalina

Enquanto a liberação de adrenalina é essencial para respostas de curto prazo, a exposição prolongada a níveis elevados pode levar a efeitos adversos ao bem-estar, como:

  • Hipertensão: A estimulação contínua do sistema cardiovascular pode contribuir para o desenvolvimento de hipertensão crônica;
  • Ansiedade e insônia: A presença constante de adrenalina pode causar sintomas de ansiedade e dificultar o sono;
  • Problemas cardiovasculares: O estresse crônico pode aumentar o risco de doenças cardíacas, como arritmias e ataques cardíacos.

Cortisol

O que é cortisol?

O cortisol, também conhecido como hormônio do estresse, é um hormônio esteroide produzido pelo córtex das glândulas suprarrenais.

Ele é liberado em resposta ao estresse e é essencial para várias funções fisiológicas, incluindo a regulação do metabolismo, do sistema imunológico e dos níveis de açúcar no sangue.

Efeitos do cortisol

  1. Regulação do metabolismo: O cortisol ajuda a regular o metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, fornecendo ao corpo a energia necessária para lidar com o estresse. Ele promove a quebra de proteínas e gorduras para a produção de glicose.
  2. Efeito anti-inflamatório: Também possui propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras, reduzindo a inflamação e a atividade do sistema imunológico e prevenindo respostas excessivas que poderiam danificar os tecidos.
  3. Aumento dos níveis de glicose no sangue: O cortisol estimula a produção de glicose no fígado, aumentando os níveis dessa substância no sangue para garantir um fornecimento constante de energia.
  4. Regulação da pressão arterial: Esse hormônio ajuda a manter a pressão arterial ao aumentar a sensibilidade dos vasos sanguíneos às catecolaminas, como a adrenalina.
  5. Modulação do humor e função cognitiva: O cortisol influencia o humor e a função cognitiva. Níveis adequados são necessários para uma resposta emocional saudável e funções cognitivas como memória e concentração.

Efeitos a longo prazo da exposição ao cortisol

A exposição prolongada a níveis elevados de cortisol pode ter consequências negativas para a saúde, tais como:

  • Obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo 2;
  • Aumento da suscetibilidade a infecções e retardação da cicatrização de feridas;
  • Maiores chances de desenvolver condições como síndrome do intestino irritável (SII) e úlceras pépticas;
  • Maior risco de depressão, ansiedade e problemas de memória;
  • Diminuição da densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose.

O que o estresse pode causar?

o que é estresse ocupacional

Níveis elevados de estresse podem causar diversos problemas, seja à saúde física, como hipertensão e doenças cardíacas, ou mesmo à saúde mental, levando à ansiedade e depressão.

Além disso, pode impactar negativamente o desempenho no trabalho e nos relacionamentos pessoais.

Pesquisas e trabalhos experimentais recentes têm aprofundado nossa compreensão sobre os efeitos do estresse no corpo e na mente.

Como explica o Dr. Drauzio Varella, hormônios do estresse como CRF e cortisol prejudicam diretamente a saúde dos neurônios, alterando a composição química do cérebro.

A persistência do estresse pode ir além, modificando a arquitetura dos circuitos neuronais e até a própria anatomia cerebral.

Estudos mostram que o estresse pode ser muito mais grave do que se imagina, causando prejuízos imensos em todos os âmbitos da vida de uma pessoa.

Efeitos do estresse na saúde física

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Sistema cardiovascular

A resposta ao estresse provoca um aumento na frequência cardíaca e na pressão arterial, preparando o corpo para a ação. No entanto, quando o estresse se torna crônico, esses aumentos podem se tornar prejudiciais.

Dessa forma, pode contribuir para problemas como hipertensão, ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Sistema imunológico

Estudos mostram que o estresse crônico pode suprimir a função imunológica, tornando o corpo mais suscetível a infecções e doenças. Ele também pode retardar a cicatrização de feridas e diminuir a eficácia das vacinas.

Sistema digestivo

O estresse também pode afetar o sistema digestivo, causando problemas como indigestão, refluxo ácido, síndrome do intestino irritável (SII), e pode exacerbar condições como úlceras pépticas.

Somado a isso, o estresse pode alterar a forma como os nutrientes são absorvidos pelo corpo, levando a deficiências nutricionais.

Sistema musculoesquelético

A resposta ao estresse provoca a contração dos músculos. Porém, quando há uma continuidade exagerda do estresse, ele pode causar dores de cabeça tensionais, enxaquecas e dores musculares.

Além disso, a tensão muscular crônica pode resultar em lesões e condições como a síndrome da dor miofascial.

Efeitos do estresse na saúde mental

Transtornos de ansiedade

O estresse crônico é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico e fobias.

Também pode levar a um estado de hipervigilância, em que a pessoa está constantemente em alerta, esperando por um perigo iminente. No trabalho, a ansiedade pode ser tanta para um profissional estressado que acaba levando ao burnout.

Depressão

A ligação entre estresse e depressão é bem documentada.

O estresse crônico pode esgotar os neurotransmissores no cérebro, como a serotonina e a dopamina, que são essenciais para o humor e o bem-estar. Isso pode levar a sintomas de depressão, como tristeza persistente, perda de interesse nas atividades e fadiga.

Transtornos do sono

Pessoas estressadas podem ter prejuízos significativos na qualidade e na quantidade do sono. Isso pode causar insônia, dificuldades em adormecer e manter o sono e sonhos perturbadores.

A falta de sono, por sua vez, pode exacerbar os efeitos do estresse, criando um ciclo vicioso.

Impacto no comportamento e estilo de vida

Alimentação

Com elevados níveis de estresse, ele pode causar problemas alimentar. Algumas pessoas podem comer demais, buscando conforto em alimentos ricos em açúcar e gordura, enquanto outras podem perder o apetite.

Essas mudanças podem resultar em ganho ou perda de peso e podem contribuir para o desenvolvimento de distúrbios alimentares.

Uso de substâncias

Para lidar com tantas situações estressantes, muitas pessoas recorrem ao uso de substâncias como álcool, nicotina ou drogas.

Embora essas substâncias possam proporcionar alívio temporário, elas podem levar a dependência e a problemas adicionais de saúde física e mental.

Desempenho no trabalho e relacionamentos

O estresse crônico pode afetar o desempenho e a produtividade no trabalho, levando a uma diminuição das entregas, aumento do absenteísmo e problemas de relacionamento com colegas e superiores. Além disso, pode prejudicar relações pessoais, causando conflitos e alienação.

Como aliviar o estresse?

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Embora muitas vezes a vivência no mundo atual possa ser inevitavelmente estressante, existem algumas formas de aliviar esse problema. Veja algumas delas:

Técnicas de relaxamento

Técnicas de relaxamento, como a meditação, a respiração profunda e a yoga, podem ajudar a acalmar a mente e relaxar o corpo. Isso reduz o que o estresse pode causar com a liberação excessiva de hormônios.

Atividade física

A atividade física regular é uma das maneiras mais eficazes de combater o estresse. O exercício libera endorfinas, que são substâncias químicas do cérebro que melhoram o humor e atuam como analgésicos naturais.

Terapia e aconselhamento

Buscar ajuda de um profissional de saúde mental pode ser extremamente benéfico nesses casos. A terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo, pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento negativos que contribuem para o problema.

Estilo de vida saudável

Adotar um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação equilibrada, sono adequado e o não uso de substâncias, pode fortalecer a resiliência do corpo ao estresse. Manter conexões sociais e buscar atividades que proporcionem prazer e satisfação também são importantes.

Conclusão

O estresse é uma parte inevitável da vida, mas seus impactos podem ser profundos e abrangentes. Compreender como o ele afeta a saúde física e mental é fundamental para tomar medidas preventivas e de gerenciamento eficazes.

Em seguida, adotar estratégias para reduzir e lidar com essa condição pode melhorar significativamente a qualidade de vida e promover um bem-estar geral.

Se você ou alguém que você conhece está lutando contra os efeitos desse problema, é importante se informar sobre o que o estresse pode causar e buscar ajuda para implementar mudanças positivas, com o objetivo de mitigar seus impactos.

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