Pesquisa mostra que 68% dos profissionais sentem dor física no trabalho frequentemente

Dor física, postura inadequada e insônia: 51% dos profissionais não têm suporte das empresas para tratar o mal-estar no trabalho.
5 min. de leitura
dor física no ambiente de trabalho

Dor física no trabalho é uma realidade para muitos profissionais, mas mais da metade não recebe suporte adequado da empresa para aliviar o mal-estar ao longo do expediente. 

Postura inadequada, insônia e dores no corpo são algumas das principais queixas. 

Um estudo da plataforma de currículos Onlinecurrículo, realizado com 500 profissionais, revela que 68% dos brasileiros sentem desconforto físico frequentemente devido ao trabalho.

A pesquisa buscou analisar os efeitos que o trabalho corporativo tem no corpo dos profissionais, contrastando os dados com o aumento nos afastamentos por doenças ocupacionais em 2024. 

Segundo o Ministério da Previdência Social, foram 1 milhão de brasileiros afastados no ano passado (sendo a dor na coluna a líder do ranking de problemas desde 2023).

Apesar do aumento dos afastamentos e do número significativo de profissionais sentindo desconforto constante, a pesquisa traz outra porcentagem alarmante: mais da metade dos entrevistados (51%) não recebem nenhuma forma de suporte ou benefício dos empregadores para lidar com esses desconfortos e dores cotidianas. 

O resultado é apelar para soluções de alívio próprio.

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O que é dor física?

A dor física é uma resposta do organismo a um estímulo que pode ser prejudicial ao corpo. Ela pode ser classificada em diferentes tipos e intensidades, dependendo da causa e da duração.

Qual a diferença entre dor física e dor emocional?

Enquanto a dor física tem uma origem concreta, como lesões, esforço repetitivo ou inflamações, a dor emocional está relacionada a fatores psicológicos, como estresse, ansiedade e depressão. 

Ambas, no entanto, podem estar interligadas, já que a dor emocional pode se manifestar fisicamente no corpo.

Quais são os 3 tipos de dor?

A dor pode ser classificada em:

  • Dor aguda: Surge de forma repentina e está associada a lesões ou doenças temporárias.
  • Dor crônica: Persiste por longos períodos, geralmente mais de três meses, e pode indicar problemas de saúde prolongados.
  • Dor neuropática: Causada por danos nos nervos, muitas vezes resultando em formigamento, queimação ou sensação de choque elétrico.

Quando a dor emocional se torna dor física?

A dor emocional pode se manifestar fisicamente quando o estresse e a ansiedade constantes desencadeiam tensão muscular, dores de cabeça, problemas gastrointestinais e outros sintomas. 

A interconexão entre mente e corpo reforça a necessidade de cuidar tanto do bem-estar mental quanto do físico.

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Onde dói?

Em alinhamento com os dados do Ministério da Previdência Social, a dorsal é a região que mais se afeta pelo trabalho: 50% dos entrevistados relatam dores devido à má postura durante o expediente. 

A dor de cabeça (48%) e a vista cansada (46%) vêm em seguida, causadas pela exposição prolongada às telas, movimentos repetitivos e o estresse do ambiente.

Confira o ranking completo:

(Onlinecurrículo/Divulgação) 

Soluções para reduzir o problema

Para mudar esse cenário, os participantes defendem pausas regulares para alongamento ou descanso (52%) sugeridas e incentivadas pela empresa. 

Também acreditam que áreas de descanso e espaços de relaxamento e descompressão nos escritórios fariam diferença na rotina.

Para 41% dos profissionais em home office, melhorias no mobiliário ergonômico (cadeiras, mesas e apoios para os pés) são prioridade.

Essas mudanças são produtivas não só para os colaboradores. É o que argumenta Amanda Augustine, especialista em carreiras da Onlinecurrículo.

Segundo a especialista, além de garantir o bem-estar dos colaboradores, o investimento em saúde pode reduzir custos, fortalecer o engajamento e a satisfação das equipes.

“Com as novas regulamentações reforçando o direito ao apoio psicossocial, os empregadores têm uma oportunidade real de transformar a forma como o trabalho é vivenciado por suas equipes. Priorizar o bem-estar emocional no ambiente de trabalho não é apenas uma boa prática — é também uma decisão estratégica”, diz.

Mudanças na NR-1

Essa discussão está diretamente ligada às mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entraram em vigor recentemente. 

A atualização enfatiza o gerenciamento proativo de riscos ocupacionais, com destaque para a inclusão de riscos psicossociais, ampliando o alcance das regulamentações de saúde ocupacional no Brasil.

Já a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 reconhece o impacto significativo que eles podem ter na produtividade, no aumento do absenteísmo e no índice de doenças ocupacionais, como estresse, síndrome do burnout, ansiedade e depressão.

Esses problemas não só afetam trabalhadores, mas também geram custos elevados para as empresas decorrentes de afastamentos, baixa produtividade e processos judiciais.

Uma pesquisa realizada pelo InfoJobs no último ano revelou que 86% dos funcionários no país consideram trocar de emprego por conta da saúde mental. 

É um número alarmante e preocupante se considerarmos que, se nada for feito, essa porcentagem pode aumentar ainda mais.

Gerente de Gente na Sólides Tecnologia, com mais de 20 anos de experiência em segmentos de varejo e tecnologia. Atuação em diversas áreas da gestão de pessoas, como Treinamento, Desenvolvimento, Recrutamento, Seleção, Departamento Pessoal, Remuneração e Performance. MBA em Gestão Estratégica de Negócios Especialista em Psicologia Organizacional Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching Psicóloga

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