Os segredos da motivação

A motivação é um fator importante para a produtividade e o desempenho dos colaboradores de uma empresa. O RH tem um papel fundamental em garantir que os colaboradores estejam motivados, […]

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segredos da motivação

A motivação é um fator importante para a produtividade e o desempenho dos colaboradores de uma empresa. O RH tem um papel fundamental em garantir que os colaboradores estejam motivados, satisfeitos e comprometidos com o trabalho. Por esse motivo, preparamos um conteúdo com alguns segredos da motivação. Confira!

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É possível motivar o outro?

Não é novidade o conceito de que ninguém pode motivar outra pessoa. No entanto, o que se observa nos ambientes organizacionais é que, tanto os administradores, quanto os profissionais de RH, desperdiçam tempo e recursos tentando inutilmente motivar os trabalhadores.

A coqueluche do momento é contratar “gurus motivacionais” para promoverem cursos e palestras que prometem motivar os empregados. As empresas, por experiência própria sabem que essa prática tem um efeito de curtíssimo prazo, entretanto, continuam a “ter esperança” de que um Roberto Shiniashiki ou uma Leila Navarro consiga operar o milagre de motivar “para sempre” seus funcionários.

A motivação é o resultado da satisfação Ligada ao mito de que deve se fazer o que se gosta para se sentir motivado. Alguns acreditam que pessoas felizes são pessoas motivadas. Administradores investem em um ambiente de trabalho que gere satisfação e conforto para que seus funcionários sintam-se motivados a executarem seus trabalhos.

Trabalhar em um ambiente desconfortável pode sim gerar desmotivação, mas o contrário não gera motivação. Estar contente com uma situação não é sinônimo de estar motivado. A satisfação pode gerar o efeito contrário – o comodismo.

É tão bom trabalhar naquela empresa, as estações de trabalho são tão confortáveis, os colegas são tão agradáveis, os chefes fazem frequentemente elogios… a pessoa sente-se tão confortável que se acomoda – ela está feliz, mas não há motivação alguma.

Na vida pessoal ocorre a mesma coisa. Quando a pessoa atinge um determinado ponto de onde ela não consegue mais ver um horizonte a ser conquistado e se sente plenamente realizada com suas conquistas, ela começa a desmotivar-se.

Os segredos da motivação

Nós já vimos que boa parte do que as pessoas pensam com relação à motivação não passa de mitos. Também revisamos o histórico do estudo do tema e porque as teorias mais antigas não obtiveram êxito ao explicarem o que é motivação e como as pessoas se motivam.

Mas então o que é motivação? Como sentir-se motivado? Como enfrentar as dificuldades do dia a dia com entusiasmo? A resposta está na própria palavra. Motivação é o MOTIVO para a sua AÇÃO.

É o porquê, a razão pela qual você faz o que faz. A motivação é gerada por um desejo, quanto mais forte for este desejo, mais forte será a motivação. Frases motivadoras, palestras, livros de autoajuda pouco fazem para motivar uma pessoa. Eles podem “emprestar” um senso de entusiasmo momentâneo, mas eles não podem dar ou criar em você o desejo de que você precisa para sentir-se verdadeiramente motivado.

Pessoas altamente motivadas são constantemente energizadas pela imensa vontade que possuem de conquistar aquilo que desejam. Elas sabem onde querem chegar, não andam pela vida sem rumo esperando que uma oportunidade qualquer bata à porta. Elas vão para o trabalho motivadas com suas próprias metas e não com a atividade em si.

Elas não se importam em realizar tarefas desagradáveis, enfrentar desafios, trabalhar muito além da conta sem receber por isso. Elas são movidas por um combustível muito mais poderoso do que as recompensas que uma empresa pode oferecer a elas.

Eu posso dizer que sempre fui uma pessoa altamente motivada. Eu sabia onde queria chegar e o que eu fazia, sendo trabalho profissional ou não, o que eu fazia estava sempre carregado com o combustível da minha motivação. A força dos meus desejos me levava a enfrentar o desafio que fosse, trabalhar por horas além do necessário sem receber 1 centavo a mais e manter um entusiasmo que fazia com que eu me destacasse das pessoas em volta.

Pessoas motivadas atingem resultados independente de estímulos externos. A teoria de Herzberg parece fazer muito sentido quando diz que certos fatores como salário, administração, condições de trabalho não são motivadoras em si, mas se não estiverem de acordo com as expectativas geram desmotivação. Não exatamente. Pessoas que se deixam desmotivar por estas razões não se motivam facilmente.

Elas andam no limiar entre a satisfação e a desmotivação. Elas ficam contentes se a empresa proporciona o mínimo necessário, mas
se tornam hostis quando algum elemento não está 100%. Mas pessoas satisfeitas não são necessariamente pessoas motivadas.

Manter funcionários satisfeitos é uma coisa, motivá-los é outra. A pessoa que é sensível a estes elementos não é uma pessoa motivada e certamente não será se a satisfação aumentar (elogios de superiores, boas relações com colegas, etc).

É como se a pessoa verdadeiramente automotivada vivesse numa realidade paralela. Ela segue seu rumo independente do que ocorre em volta dela. Recompensas não a motivam, erros e críticas não a desmotivam. Ela segue sua bússola interna, tornando-se “insensível” para condições ambientais de trabalho, dificuldades na vida pessoal ou financeiras. Não é que as outras coisas são “menos importantes”
do que a concretização da meta. É uma questão de autoconfiança.

A pessoa intrinsecamente motivada confia em si mesma e em sua capacidade para conquistar o que deseja. A força de seu desejo é forte o suficiente para que ela não se deixe abalar por dificuldades, sejam elas de quaisquer natureza.

Os grandes exemplos da força da motivação nos mostram que para a pessoa motivada não há obstáculos intransponíveis, não há condições ambientais, críticas ou “puxadas de tapete” capazes de desmotivá-las. A única coisa que pode desmotivar uma pessoa verdadeiramente motivada é ela mesma. É a dúvida quanto à própria capacidade ou mesmo a perda de interesse na meta buscada.

Ricardo Semler, Amyr Klink, David Mendonça, Gonçalo Borges, Ricardo Bellino são exemplos atuais de pessoas altamente motivadas. David Mendonça era camelô e hoje dá palestras sobre marketing para empresários no mundo todo.

Ricardo Semler lutou contra o descrédito quando assumiu a empresa do pai e transfomou a Semco numa empresa modelo para o mundo dos negócios. Ricardo Bellino, aos 20 anos, levou a maior agência de modelos do mundo para o Brasil, sem dinheiro algum, só com negociações e muita esperteza.

Amyr Klink realizou os projetos mais impensáveis e ousados, como atravessar o Oceano Atlântico a remo, numa travessia onde TODOS os que tentaram antes dele morreram.

Gonçalo Borges nasceu com uma deficiência nos braços que o impossibilita de utilizá-los de forma normal. Ele desenvolve atividades artísticas com a boca e pés, entre outras mudanças que ele fez para que pudesse executar as atividades de uma pessoa normal, adaptou um carro para que ele pudesse dirigir só com as pernas. Gonçalo dá palestras no mundo inteiro sobre motivação e superação
pessoal.

Uma busca por estas pessoas na internet lhe mostrará a história de cada uma. Nenhuma delas esperou que a vida lhes
desse alguma oportunidade. Nenhuma delas se abalou com críticas de desestímulos externos. Nenhuma delas desistiu frente a dificuldades econômicas, sociais, pessoais ou familiares. Elas conquistaram tudo graças a força de seus desejos que as impulsionava para frente mesmo quando a maré era contrária.

Esta história é famosa. Provavelmente você já a leu na internet ou em algum livro. Leia e reflita: E se fosse você? Você
teria desistido?

Sabendo de tudo isso, a resposta para a comum pergunta “como sentir-se motivado frente às dificuldades da vida moderna?” fica clara, não fica? A motivação independe de fatores externos. Quem se deixa abalar pelas dificuldades da vida, precisa mudar a si mesmo antes de buscar sentir-se motivado, do contrário a motivação será sempre passageira – quando se está tudo bem, a pessoa se sente motivada, mas frente a primeira dificuldade ela sucumbe.

Não há uma fórmula para “sentir-se motivado”. A motivação não é uma pílula que se toma e quando faz efeito você tem uma experiência de entusiamo e alta energia. Não há guru motivacional que vá “curá-lo” da sua desmotivação. Há pessoas que lêem diariamente pela manhã uma frase motivacional na esperança de que a mensagem da frase faça com que elas se sintam mais motivadas durante o dia.

Os livros motivacionais também não fazem milagre. Aliás, nada faz milagre. Se você está esperando por um, mude sua forma de ver o assunto antes que seja tarde demais!

O único caminho para a verdadeira auto-motivação é encontrar o(s) desejo(s) que “acendem a sua chama”. Quando você quiser algo “mais do que tudo”, não haverá a necessidade de paliativos, de frases motivadoras, de dicas de gurus ou de livros, você será movido pela necessidade íntima de conquistar o que deseja.

? 16 dicas essenciais para motivar você e sua equipe

Motivação nas empresas

Quando estava na faculdade trabalhei numa organização sem fins lucrativos que pela estrutura organizacional me permitiria trabalhar em vários departamentos, além da oportunidade de lecionar. Por muito tempo trabalhei como voluntária, sem receber 1 centavo sequer.

Eu precisaria ir de uma a duas vezes por semana nas horas que eu quisesse. Eu ia todo dia, chegava às 7 horas da manhã e só saía na hora de ir para a faculdade. Quando fui contratada, meu salário era muito abaixo da média para a mesma função, mas a empresa por ser sem fins lucrativos não podia me pagar mais. Nunca reclamei. Eu não estava lá por dinheiro.

Meu chefe me chamou um dia e pediu para que eu preparasse um programa motivacional para o pessoal, pois ele gostaria que os outros funcionários tivessem o mesmo nível de motivação que eu tinha. Eu não tinha ideia do que fazer. Minhas metas estavam alinhadas com as metas da empresa e eu lutava para alcançá-las com a mesma energia e entusiasmo que eu lutava pelas minhas.

Mas como eu poderia fazer com que os outros funcionários se motivassem pelos mesmos motivos que eu? Eu resolvi montar uma dinâmica em grupo em que cada um estabelecia suas metas pessoais e a partir daí definiam como a empresa podia ajudá-los a conquistá-las. Como o trabalho no dia a dia podia ser importante para o alcance das próprias metas.

O principal problema que encontrei, no entanto, foi que a maioria dos funcionários não sabia ao certo o que queria alcançar. As metas acabavam sendo amplas demais como “adquirir uma estabilidade financeira”, “ser promovido a gerente”, ou mesmo simplesmente “crescer profissionalmente”.

Estas metas não eram motivadoras, eram intenções comuns. Todo mundo quer ter mais estabilidade financeira, todo mundo
que está no mercado de trabalho quer crescer profissionalmente. Estas não são especificamente metas. Comecei a trabalhar
individualmente com cada funcionário para que desenvolvessem lentamente suas metas.

Alguns desistiram. Disseram que “só queriam mesmo era serem felizes” ou “o que Deus me der está bom”. Outros progrediram muito lentamente se deixando abalar por quaisquer mudanças externas, família, chefe, colegas, dinheiro, tudo era motivo para desanimarem.

Outros ainda mudavam de metas constantemente, não conseguiam se decidir para qual direção seguir. Uns poucos conseguiram definir suas metas, alinhar com os objetivos da empresa e aos poucos, de fato, começaram a se sobressair e a crescer dentro da empresa.

Um deles é o atual CEO. Outro foi contratado recentemente por uma grande ONG na Inglaterra. A tarefa de “motivar” funcionários é…penosa. Não encontrei outra palavra. O estudo da motivação não pode ser encarado de forma simplista. Os fatores que interferem no processo motivacional do ser humano não podem de forma alguma ser generalizados.

Cada um tem uma história de vida, experiências, carências e objetivos únicos e suas motivações decorrem da singular combinação desses ingredientes. Como foi explicado ao longo de todo este texto, as pessoas não são motivadas umas pelas outras, elas se auto motivam quando encontram algo que querem muito e desejam conquistar.

Então, como motivar funcionários?

As técnicas geralmente utilizadas para motivar funcionários são, em sua grande maioria, ineficazes. O efeito de uma palestra empolada é igual a fogo de palha, queima rápido e forte, mas logo vira cinza. Depois que a chama da palestra se extingue, os funcionários tem que lidar novamente com a realidade. E quem não sabe lidar proativamente com a realidade, se desmotiva facilmente.

Oferecer recompensas ou incentivos pode ter um efeito também muito breve e chega até a ser “corruptível”. Alguns funcionários podem pensar: “eu odeio esta empresa, odeio meu chefe, mas vou dar o máximo de mim porque eu quero a recompensa.” Ou até infiltrar na cultura da empresa a ideia de que os funcionários estão sendo “comprados” com recompensas.

Numa cultura sadia, os funcionários sentem orgulho da empresa e realizam o seu trabalho porque apreciam a forma como a
empresa opera e trata seus funcionários, eles não precisam de recompensas.

Qual a solução então para se ter funcionários mais motivados?

Minha dica: desista da motivação! Quaisquer que sejam as atitudes adotadas, elas simplesmente funcionarão como paliativos. O objetivo das empresas ao quererem que seus funcionários se sintam mais motivados é para aumentar a produtividade.

As empresas não estão genuinamente preocupadas com o estado motivacional de seus empregados, eles querem é que estes produzam mais para que elas façam mais dinheiro e pessoas felizes e satisfeitas produzem mais.

Tentar motivar os funcionários, como eu já disse, só funcionará como um band aid. Você pode estar se perguntando então, e se criássemos um programa de definição de metas como você criou? Leia o meu relato novamente. A grande maioria dos
funcionários não chegou a definir meta alguma, eles nem sabiam o que queriam ou não queriam saber.

Os funcionários com atitudes vencedoras encontrarão por si seu próprio caminho e cuidarão da própria automotivação. O resto oscilará entre motivação passageira e desmotivação pro resto da vida (ou até resolverem mudar a própria atitude).

Se o problema então é aumentar a produtividade, a solução é outra. “Uma centena de indivíduos apenas motivados não move
montanhas. Centenas de pessoas organizadas, com planos, conhecimentos técnicos e funções definidas, equipadas com
tratores, explosivos, enxadas, picaretas, pás e tempo necessário darão conta do recado, mesmo que muitos, ao acordar, prefiram
estar se bronzeando na praia a remover montanhas.” Diz Eugen E. Pfister Jr.

Não haverá nunca uma empresa onde todos os funcionários são constantemente automotivados. Mas a empresa não precisa de indivíduos motivados, ela precisa que todos saibam exatamente o que fazer, encontrem um ambiente propício ao trabalho, tenham as ferramentas necessárias e sejam tratados como seres humanos.

Há pessoas que jamais serão automotivadas. Elas preferem ser apenas coadjuvantes da vida, nunca agindo ativamente em nada. As organizações estão abarrotadas destes indivíduos. Eles se prendem aos seus empregos, fazem o que mandam elas fazerem, não perguntam, não questionam, só executam. Satisfeitas ou não com sua condição, elas são assim e dificilmente mudarão. Não há programa motivacional que tenha efeito sobre estas pessoas.

A opção é uma administração límpida onde todos entendem onde a empresa deseja chegar (quem não tem metas pessoais
pode adotar as metas da empresa com muito prazer!), as regras do jogo são claras e os superiores são líderes que “inspiram” e não chefes que só cobram.

Para a grande maioria das pessoas, as que não se auto motivam nunca, inspirar-se no líder da equipe é um fator que aumenta a produtividade. Pessoas que têm orgulho do que fazem, da empresa em que trabalham e reconhecem a liderança como merecedora de respeito produzem mais (mesmo que seu desejo fosse estar pescando ou fazendo compras ao invés de trabalhar).

À medida que a empresa vai atingindo resultados, os funcionários vão sentindo que seu trabalho trouxe frutos positivos e passam a trabalhar com mais empenho (não necessariamente motivados!). Todo mundo gosta de ver resultados, principalmente quando sabem que tiveram alguma influência nele.

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