A startup de software de recursos humanos Rippling processou a concorrente Deel, alegando espionagem corporativa e afirmando que a empresa teria “cultivado um espião” para obter informações privilegiadas e se apropriar indevidamente de segredos comerciais.
Segundo a queixa apresentada no Tribunal Distrital dos EUA para o Norte da Califórnia, um ex-funcionário da Rippling teria acessado registros internos da empresa e se encontrado com executivos da Deel.
A Rippling busca enviar uma mensagem contra práticas desleais na indústria de software, enquanto a Deel nega as acusações e promete apresentar contra-alegações no processo.
A disputa entre Rippling e Deel
As duas startups estão entre as mais valiosas do mundo no setor de software para gestão estratégica de pessoas.
A Rippling foi avaliada em R$ 13,5 bilhões em uma rodada de financiamento realizada no ano passado, enquanto a Deel alcançou uma avaliação de R$ 12 bilhões em 2023. A Deel também ocupa a 28ª posição na lista Disruptor 50 da CNBC de 2024.
A Rippling alega que a Deel violou a Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas por Racketeer de 1970 ao se apropriar de segredos comerciais.
Segundo a acusação, o ex-funcionário repassou documentos internos a um repórter e buscou informações sensíveis da empresa.
A empresa afirma ter obtido uma ordem judicial para que o ex-funcionário preservasse dados em seu celular, mas ele teria tentado deletar evidências e fugido do local.
Em resposta, um porta-voz da Deel afirmou que as alegações da Rippling são “sensacionalistas” e que a empresa está apenas tentando mudar a narrativa do mercado.
A Deel nega qualquer irregularidade legal e afirma que apresentará suas próprias contra-alegações no processo.
O que é espionagem corporativa?
A espionagem corporativa ocorre quando informações confidenciais de uma empresa são obtidas de forma ilícita por um concorrente ou qualquer outra parte interessada.
Esse tipo de prática pode envolver roubo de dados, infiltração de espiões, hacking ou suborno de funcionários para acessar informações sigilosas.
No contexto empresarial, a espionagem corporativa é uma estratégia antiética e, muitas vezes, ilegal, utilizada para obter vantagens competitivas.
Grandes corporações investem pesadamente em segurança da informação para evitar esse tipo de ocorrência.
Quais são os tipos de espionagem?
A espionagem empresarial pode se manifestar de diferentes formas, entre as quais:
- Espionagem física: envolve a infiltração de indivíduos dentro da empresa para obter dados sigilosos.
- Espionagem digital: ocorre por meio de ataques cibernéticos, como phishing, malware ou invasão de servidores.
- Espionagem por engenharia social: utiliza técnicas psicológicas para manipular funcionários e extrair informações sensíveis.
- Suborno e corrupção: quando indivíduos dentro da empresa são pagos para fornecer dados confidenciais a terceiros.
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Qual a pena para espionagem industrial?
A penalização para espionagem industrial varia de acordo com a legislação de cada país. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Lei de Espionagem Industrial (Economic Espionage Act) prevê penas severas, incluindo multas elevadas e prisão para os infratores.
No Brasil, a espionagem industrial pode ser enquadrada em crimes como concorrência desleal e violação de segredo empresarial, com penalidades que incluem multas e reclusão de até dois anos.
Empresas envolvidas em práticas desleais também podem sofrer sanções civis, incluindo pagamento de indenizações por danos morais e materiais, além de restrições comerciais.
Como a espionagem industrial acontece?
A espionagem industrial pode ocorrer de diversas formas, muitas vezes através de vulnerabilidades na segurança da informação das empresas. Alguns dos métodos mais comuns incluem:
- Infiltração de funcionários: contratar ou subornar pessoas dentro da empresa para obter dados sigilosos.
- Ataques cibernéticos: invasão de sistemas por hackers para roubo de informações.
- Interceptação de comunicação: monitoramento de e-mails, ligações e mensagens corporativas.
- Uso de dispositivos clandestinos: gravação de reuniões, captura de dados por meio de dispositivos eletrônicos escondidos.
Conclusão
O caso entre Rippling e Deel evidencia a crescente tensão no mercado de software para gestão de RH.
A acusação de espionagem corporativa levanta questões sobre a ética na concorrência e reforça a necessidade de legislações rigorosas para proteger segredos comerciais.
Independentemente do desfecho judicial, o processo pode impactar a reputação de ambas as empresas e servir de alerta para outras startups que disputam espaço nesse setor altamente competitivo.
