A Nestlé Brasil anunciou um investimento de R$ 1,5 milhão em programas de saúde mental ao longo deste ano, com foco especial na capacitação de líderes.
O principal destaque da iniciativa é o lançamento do programa Parceiros do B.E.M. (Bem-estar Mental).
Desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, o programa tem como objetivo preparar colaboradores, incluindo gestores, para atuarem como aliados da saúde mental dentro da empresa.
Dessa forma, busca-se promover um ambiente mais acolhedor e psicologicamente seguro.
O impacto dos líderes na saúde mental
Estudos indicam que o papel da liderança é fundamental no bem-estar dos colaboradores.
De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, um gestor pode impactar a saúde mental de um profissional mais do que seu próprio cônjuge ou médico.
Por isso, o treinamento e capacitação de lideranças é um dos focos centrais do programa.
O Parceiros do B.E.M. surgiu em 2023 e, ao longo de 2024, consolidou-se com o suporte institucional do Einstein.
“O objetivo é construir um cinturão de segurança psicológica dentro da organização. Os funcionários treinados não serão terapeutas, mas estarão aptos a identificar sinais de alerta e orientar sobre a busca por apoio especializado”, destaca o hospital.
Como o programa irá funcionar?
O Parceiros do B.E.M. será um treinamento híbrido (presencial e online) para capacitar 600 colaboradores, com 44 horas de formação para cada um, totalizando 28 mil horas de treinamento dentro da Nestlé.
O projeto também inclui consultoria psiquiátrica e um plano de capacitação para a equipe de saúde ocupacional.
Outro ponto importante é que líderes treinados dentro do programa atuarão como facilitadores, apoiando colaboradores e propondo melhorias nos processos internos para reduzir impactos psicológicos negativos.
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Resultados esperados e continuidade
Com a iniciativa, a Nestlé pretende reduzir o estigma em relação à saúde mental no ambiente corporativo e ampliar a segurança psicológica na empresa.
O impacto será monitorado por meio de indicadores de estresse ocupacional, autocuidado e transtornos mentais, com um novo levantamento previsto para 2026.
Além disso, a companhia também reforça que a proposta é tornar a ação uma parte permanente da cultura corporativa, e não apenas uma iniciativa pontual.
Os transtornos mentais mais comuns nas empresas
Os transtornos mentais são uma preocupação crescente no ambiente de trabalho. Segundo dados do Hospital Israelita Albert Einstein, os principais desafios psicológicos enfrentados pelos profissionais incluem:
- Ansiedade
- Depressão
- Burnout
- Abuso de substâncias
Estudos apontam que muitas pessoas demoram até 10 anos para buscar tratamento para transtornos mentais devido ao estigma social.
Por isso, iniciativas como o Parceiros do B.E.M. são essenciais para promover informação e suporte dentro das empresas.
Como as empresas podem investir em saúde mental?
Especialistas indicam algumas práticas eficazes para promover a saúde mental nas organizações:
- Treinamento da liderança: capacitar líderes para reconhecer sinais de sofrimento mental e criar um ambiente seguro.
- Criação de redes de apoio: treinar colaboradores para identificar e apoiar colegas em sofrimento.
- Promoção de hábitos saudáveis: estimular exercícios físicos, boa alimentação e qualidade do sono.
- Redução de riscos psicossociais: evitar sobrecarga de trabalho, prazos inalcançáveis e microgerenciamento.
- Implementação de programas contínuos: garantir que a saúde mental seja parte da cultura organizacional, não apenas uma ação temporária.
Com a atualização da NR1, que exige o mapeamento de riscos psicossociais no ambiente corporativo, o investimento em saúde mental passou de uma tendência para uma necessidade real dentro das organizações.
Afinal, quem são os líderes?

Líderes são profissionais que têm a responsabilidade de influenciar, motivar e orientar suas equipes para alcançar objetivos organizacionais.
Eles não são apenas chefes ou gerentes, mas figuras-chave na construção de um ambiente de trabalho produtivo e saudável.
Como se referir a líderes?
Para profissionais de RH, dominar a hierarquia e saber se referir aos líderes é essencial para construir relações sólidas e eficazes.
Afinal, a comunicação clara e respeitosa é fundamental para o sucesso dentro de qualquer organização.
Entendendo os cargos e suas funções
Dentro das empresas, os líderes podem ser chamados por diversos cargos, cada um com um papel específico na estrutura organizacional. Vamos explorar alguns dos mais comuns:
- Gestor: Responsável por gerenciar equipes e projetos, garantindo o cumprimento de metas e o desenvolvimento dos colaboradores.
- Coordenador: Supervisiona atividades e equipes específicas, coordenando esforços para alcançar objetivos definidos.
- Supervisor: Acompanha de perto o trabalho das equipes, garantindo a qualidade e a eficiência das entregas.
- Diretor: Responsável por áreas estratégicas da empresa, tomando decisões importantes para o crescimento e o sucesso do negócio.
- Head: Lidera um departamento ou equipe, sendo responsável por definir a estratégia e garantir a execução dos planos.
- Mentor: Orienta e aconselha colaboradores, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades e carreiras.
O Papel do RH na comunicação com líderes
A comunicação entre o RH e a liderança é essencial para garantir uma gestão eficiente e um ambiente de trabalho saudável.
O RH atua como um elo entre a alta gestão e os colaboradores, facilitando a disseminação de informações estratégicas e assegurando que as políticas organizacionais sejam compreendidas e aplicadas corretamente.
Clareza e precisão são fundamentais ao se referir aos líderes, utilizando os cargos corretos para evitar ambiguidades e demonstrar respeito pela hierarquia.
Além disso, compreender a cultura organizacional permite adaptar a forma de tratamento, garantindo um alinhamento adequado com os valores da empresa.
Manter um diálogo aberto e transparente contribui para fortalecer a relação entre RH e liderança, promovendo uma gestão mais eficaz e humanizada.
Outro aspecto essencial é o conhecimento da estrutura organizacional. Identificar corretamente os líderes e suas áreas de atuação facilita a resolução de demandas, otimiza processos internos e melhora o fluxo de informações.
O profissional de RH desempenha um papel estratégico ao conectar setores e pessoas dentro da empresa.
Por isso, dominar a forma adequada de se referir a cada líder e estabelecer uma comunicação eficiente são habilidades indispensáveis para promover um ambiente corporativo harmonioso e produtivo.
