Você já ouviu falar sobre a síndrome de burnout? Neste texto explicaremos o motivo de ser cada vez mais comum notar que muitos colaboradores estão sobrecarregados.
Então, não pare a leitura e entenda mais sobre o assunto!
Vamos começar com uma analogia. Imagine uma empresa que trabalhe com automação predial ou industrial e utilize, em seu maquinário, um purgador de vapor. A função do aparelho é pegar vapor condensado e levá-lo, de maneira limpa, para outro setor sem que haja vazamento.
Ao tentarmos acrescentar novas funções (não coerentes com as obrigações do material), erros podem surgir e a sobrecarga de atividades não regulares trará defeitos irreparáveis para o pulverizador.
Nesta analogia, o funcionário que recebe uma pressão maior do que é capaz de suprir, pode desenvolver o burnout. Não ter uma gestão que cerque o funcionário com treinamentos e evolução pode levar ao mau atendimento de seus clientes.
Consequentemente, estaremos diante do enfraquecimento nas vendas da marca. Abaixo, veremos todas as atitudes que criam esta síndrome em seus colaboradores e como transformar o ambiente de trabalho em um local melhor e menos hostil.
O que é síndrome de burnout?
Como deixamos bem claro acima, a síndrome de burnout está diretamente ligada ao trabalho e os estresses gerados por:
- Tarefas mal direcionadas;
- Acúmulo de serviço;
- Rotina desgastante;
- Cobranças mal realizadas.
Os colaboradores tendem a ser ágeis em suas tarefas, isso cria satisfação e realização profissional. Porém, com as demandas mais exigentes de seus clientes e cobranças de líderes, desilusões e exaustão podem surgir.
É esse resultado negativo e estressante que culminará na síndrome de Burnout. Lembrando que a doença foi reconhecida, em 2002, até mesmo pelo ministério da saúde, que a qualificou como transtorno comportamental relacionado ao trabalho.
O líder atento não pode, por exemplo, exigir que o funcionário construa, sozinho, uma estrutura metálica para telhado. Ele tem de treinar a equipe com reuniões diárias ou semanais, saber para quem repassar a tarefa em questão e acompanhar e motivar a equipe.
Quais são os sintomas da síndrome de burnout?
O diagnóstico do transtorno é essencialmente clínico, assim como diversos outros transtornos mentais.
Alguns sintomas visíveis são:
- Exaustão emocional
- Distanciamento afetivo
- Baixa concretização de projetos profissionais
Alguns métodos podem ser implementados pelo próprio funcionário para ‘arejar’ a mente, como:
- Criar um cronograma de tarefas executáveis – assim, ao riscar uma tarefa da lista, a sensação de satisfação é mais alta e estimula o contínuo avanço nas atividades do dia.
- Conversar sobre possíveis problemas relacionados a foco – ter um relacionamento profissional sincero com seu líder é a chave para um diagnóstico rápido.
Sem dúvida, o burnout traz diversos danos ao indivíduo. Portanto, ao identificar um ou mais pontos acima citados, procure por ajuda ou converse com a chefia sobre as tarefas designadas.
A Síndrome de Burnout, de acordo com a especialista em desenvolvimento humano e CEO Madalena Feliciano, trata-se de um estado de esgotamento físico, emocional e mental que gera um sentimento de falta de vínculo emocional em relação ao trabalho.
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Quais as sequelas do burnout?
Como você viu até aqui, trata-se de uma síndrome complexa. Infelizmente, ela pode resultar em depressão profunda.
Dessa forma, o esgotamento atinge as relações pessoais e sociais do trabalhador, que fica mais irritado e até grosseiro com as pessoas. Do mesmo modo, por se sentir sem energia, ele tende a se isolar e tem seu convívio prejudicado.
Além disso, é importante destacar que a síndrome de burnout afeta não apenas a vida pessoal, já que também prejudica a saúde da pessoa.
Desse modo, o estresse pode causar problemas físicos como dores de cabeça, problemas gastrointestinais, dificuldades para dormir e enfraquecimento do sistema imunológico.
Por fim, a produtividade também é afetada, causando queda de qualidade no trabalho, redução de concentração e comprometimento da memória para a boa execução das tarefas diárias.
Como se prevenir da síndrome de burnout?

De fato, o tratamento da síndrome de burnout, considerada por muitos uma doença de trabalho, é complexo e envolve várias valências e deve ser orientado por um psicólogo ou psiquiatra e, normalmente, é feito através da combinação de medicamentos e terapias.
Mas será que existe alguma forma de prevenir a situação?
De acordo com Madalena Feliciano, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, existem algumas medidas que podem ajudar.
Entre elas estão o reforço de atividades recreativas e de relações pessoais, a prática de exercício e o respeito aos horários.
Além disso, a empresária listou algumas dicas para fugir do problema. Veja:
1. Avalie o seu comportamento
Reservar um tempo para refletir sobre o seu esgotamento mental, físico e/ou emocional. Isso vai ajudar você a ganhar consciência sobre as causas da síndrome de burnout.
2. Trace limites claros
Assuma apenas essas tarefas que vão realmente fazer você chegar lá.
3. Tire uma folga
Envolva-se em atividades que você adora fazer com pessoas que você ama. Isso ajudará você a repor suas energias físicas, mentais e emocionais.
4. Viva plenamente o momento de folga
Nós somos muito mais produtivos quando tiramos um tempinho para descansar. Passe a ouvir o seu corpo.
5. Desabafe
“Às vezes, a gente só precisa conversar com alguém que vai nos ouvir de coração aberto e sem nos julgar, alguém que está ao nosso lado para nos apoiar”, explica a CEO Madalena Feliciano.
6. Invista em autoconhecimento
A autorreflexão se torna um tipo de autocuidado, já que é imprescindível atender às suas necessidades, entender como você lida com estresse e trabalho, e investir em recursos que ajudem você a crescer.
Qual o principal papel das empresas?
Depois de falar sobre como prevenir a síndrome de burnout, chegou a hora de mostrar qual o papel das empresas diante do problema.
De acordo com especialistas, elas devem começar a ofertar treinamentos aos seus colaboradores e ações preventivas, a fim de evitar o assédio moral dentro da empresa. Por isso, a direção precisa estar alinhada com os gestores para que não exponham o colaborador a metas inatingíveis e a exaustão, nem praticar atos que deixem o colaborador em situação vexatória perante outras pessoas.
Além disso, é importante elaborar um código de ética e conduta e um regulamento interno, juntamente com o setor de Compliance, a fim de investigar situações erradas dentro da empresa, através de canais de denúncias. Sem dúvida, tudo isso ajudará a empresa a mitigar riscos da síndrome de burnout e indenizações que poderão sofrer se demonstrado que a empresa se manteve inerte a estas questões.
Ou seja, as empresas precisam investir em trabalhos de prevenção da síndrome de burnout com profissionais qualificados, como advogados especialistas em Compliance trabalhista, psicólogos e em treinamentos. Isso, certamente, trará um ambiente mais saudável e evitará que os colaboradores sejam afetados por esta síndrome.
Você corre o risco de ter a síndrome de burnout? Teste agora!

Por fim, chegou a hora de fazer um teste e descobrir se você sofre risco da síndrome de burnout ou não. Está preparado? Então, vamos lá!
Portanto, considere responder:
Nunca (1)
Raramente (2)
Às vezes (3)
Todo tempo (4)
Com muita frequência (5)
Perguntas
1 – Você se sente deprimido (a) como se sua energia física e emocional estivesse exaurida?
2 – Você acha que está propenso (a) a pensar negativamente sobre seu emprego?
3 – Você se considera mais frio (a) e/ou menos sensível com as outras pessoas do que possivelmente merecem?
4 – Você fica irritado (a) facilmente com os pequenos problemas ou com seus colegas de trabalho e sua equipe?
5 – Você se sente incompreendido (a) ou desconsiderado (a) pelos seus colegas de trabalho?
6 – Você sente que não há nada para conversar?
7 – Você acha que está realizando menos do que deveria?
8 – Você se sente em um nível incômodo em relação à pressão para obter êxito?
9 – Você sente que não está conseguindo o que quer fora do seu emprego?
10 – Você sente que está na empresa ou profissão errada?
11 – Você está ficando frustrado (a) com partes do seu trabalho?
12 – Você sente que a burocracia e a política organizacional frustram sua habilidade de realizar um bom trabalho?
13 – Você sente que há mais trabalho do que você tem habilidade de realizar na prática?
14 – Você sente que não tem tempo para realizar muitas coisas que são importantes e fazer um trabalho com qualidade?
15 – Você acha que não tem tempo para planejar tanto quanto você gostaria?
Avalie a sua pontuação:
15 – 18
Nenhum sinal de burnout.
19-32
Pequeno sinal de burnout, a menos que alguns itens (pontuação) estejam particularmente altos.
33-49
Cuidado, você corre o risco de burnout, principalmente se muitos ítens estiverem altos.
50-59
Você corre um grande risco de burnout. Faça algo a respeito, urgentemente.
60-75
Você está com enorme risco de burnout. Faça algo a respeito urgentemente.
Conclusão
Como você viu ao longo do texto, trata-se de um assunto muito importante.
Prevenir a síndrome de burnout é essencial para preservar o bem-estar mental e físico. Ao reconhecer sinais precoces, estabelecer limites saudáveis, priorizar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e promover uma cultura de apoio, é possível reduzir o risco de exaustão profissional, melhorar a qualidade de vida e sustentar o desempenho profissional a longo prazo.
Portanto, seja você empresa ou colaborador, reforce a atenção aos seus limites e priorize a saúde, para que possa colher os melhores resultados em todos os ambientes.
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