Descubra tudo o que precisa saber sobre a síndrome de burnout

Saiba agora se você tem risco de sofrer com a síndrome de burnout e veja como evitar o problema!
10 min. de leitura
Profissionais demonstrando sinais de estresse e exaustão física no ambiente de trabalho.

Você já ouviu falar sobre a síndrome de burnout? Neste texto explicaremos o motivo de ser cada vez mais comum notar que muitos colaboradores estão sobrecarregados.

Então, não pare a leitura e entenda mais sobre o assunto!

Vamos começar com uma analogia. Imagine uma empresa que trabalhe com automação predial ou industrial e utilize, em seu maquinário, um purgador de vapor. A função do aparelho é pegar vapor condensado e levá-lo, de maneira limpa, para outro setor sem que haja vazamento.

Ao tentarmos acrescentar novas funções (não coerentes com as obrigações do material), erros podem surgir e a sobrecarga de atividades não regulares trará defeitos irreparáveis para o pulverizador.

Nesta analogia, o funcionário que recebe uma pressão maior do que é capaz de suprir, pode desenvolver o burnout. Não ter uma gestão que cerque o funcionário com treinamentos e evolução pode levar ao mau atendimento de seus clientes.

Consequentemente, estaremos diante do enfraquecimento nas vendas da marca. Abaixo, veremos todas as atitudes que criam esta síndrome em seus colaboradores e como transformar o ambiente de trabalho em um local melhor e menos hostil.

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O que é síndrome de burnout?

Como deixamos bem claro acima, a síndrome de burnout está diretamente ligada ao trabalho e os estresses gerados por:

  •         Tarefas mal direcionadas;
  •         Acúmulo de serviço;
  •         Rotina desgastante;
  •         Cobranças mal realizadas.

Os colaboradores tendem a ser ágeis em suas tarefas, isso cria satisfação e realização profissional. Porém, com as demandas mais exigentes de seus clientes e cobranças de líderes, desilusões e exaustão podem surgir.

É esse resultado negativo e estressante que culminará na síndrome de Burnout. Lembrando que a doença foi reconhecida, em 2002, até mesmo pelo ministério da saúde, que a qualificou como transtorno comportamental relacionado ao trabalho.

O líder atento não pode, por exemplo, exigir que o funcionário construa, sozinho, uma estrutura metálica para telhado. Ele tem de treinar a equipe com reuniões diárias ou semanais, saber para quem repassar a tarefa em questão e acompanhar e motivar a equipe.

Quais são os sintomas da síndrome de burnout?

O diagnóstico do transtorno é essencialmente clínico, assim como diversos outros transtornos mentais.

Alguns sintomas visíveis são:

  •         Exaustão emocional
  •         Distanciamento afetivo
  •         Baixa concretização de projetos profissionais

Alguns métodos podem ser implementados pelo próprio funcionário para ‘arejar’ a mente, como:

  •         Criar um cronograma de tarefas executáveis – assim, ao riscar uma tarefa da lista, a sensação de satisfação é mais alta e estimula o contínuo avanço nas atividades do dia.
  •         Conversar sobre possíveis problemas relacionados a foco – ter um relacionamento profissional sincero com seu líder é a chave para um diagnóstico rápido.

Sem dúvida, o burnout traz diversos danos ao indivíduo. Portanto, ao identificar um ou mais pontos acima citados, procure por ajuda ou converse com a chefia sobre as tarefas designadas.

A Síndrome de Burnout, de acordo com a especialista em desenvolvimento humano e CEO Madalena Feliciano, trata-se de um estado de esgotamento físico, emocional e mental que gera um sentimento de falta de vínculo emocional em relação ao trabalho.

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Quais as sequelas do burnout?

Como você viu até aqui, trata-se de uma síndrome complexa. Infelizmente, ela pode resultar em depressão profunda.

Dessa forma, o esgotamento atinge as relações pessoais e sociais do trabalhador, que fica mais irritado e até grosseiro com as pessoas. Do mesmo modo, por se sentir sem energia, ele tende a se isolar e tem seu convívio prejudicado.

Além disso, é importante destacar que a síndrome de burnout afeta não apenas a vida pessoal, já que também prejudica a saúde da pessoa.

Desse modo, o estresse pode causar problemas físicos como dores de cabeça, problemas gastrointestinais, dificuldades para dormir e enfraquecimento do sistema imunológico.

Por fim, a produtividade também é afetada, causando queda de qualidade no trabalho, redução de concentração e comprometimento da memória para a boa execução das tarefas diárias.

Como se prevenir da síndrome de burnout?

Funcionário dormindo sobre a mesa devido ao excesso de trabalho e cansaço.

De fato, o tratamento da síndrome de burnout, considerada por muitos uma doença de trabalho, é complexo e envolve várias valências e deve ser orientado por um psicólogo ou psiquiatra e, normalmente, é feito através da combinação de medicamentos e terapias.

Mas será que existe alguma forma de prevenir a situação?

De acordo com Madalena Feliciano, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, existem algumas medidas que podem ajudar.  

Entre elas estão o reforço de atividades recreativas e de relações pessoais, a prática de exercício e o respeito aos horários. 

Além disso, a empresária listou algumas dicas para fugir do problema. Veja:

1. Avalie o seu comportamento

Reservar um tempo para refletir sobre o seu esgotamento mental, físico e/ou emocional. Isso vai ajudar você a ganhar consciência sobre as causas da síndrome de burnout.

2. Trace limites claros

Assuma apenas essas tarefas que vão realmente fazer você chegar lá.

3. Tire uma folga

Envolva-se em atividades que você adora fazer com pessoas que você ama. Isso ajudará você a repor suas energias físicas, mentais e emocionais.

4. Viva plenamente o momento de folga

Nós somos muito mais produtivos quando tiramos um tempinho para descansar. Passe a ouvir o seu corpo.

5. Desabafe

“Às vezes, a gente só precisa conversar com alguém que vai nos ouvir de coração aberto e sem nos julgar, alguém que está ao nosso lado para nos apoiar”, explica a CEO Madalena Feliciano.

6. Invista em autoconhecimento

A autorreflexão se torna um tipo de autocuidado, já que é imprescindível atender às suas necessidades, entender como você lida com estresse e trabalho, e investir em recursos que ajudem você a crescer.

Qual o principal papel das empresas?

Depois de falar sobre como prevenir a síndrome de burnout, chegou a hora de mostrar qual o papel das empresas diante do problema.

De acordo com especialistas, elas devem começar a ofertar treinamentos aos seus colaboradores e ações preventivas, a fim de evitar o assédio moral dentro da empresa. Por isso, a direção precisa estar alinhada com os gestores para que não exponham o colaborador a metas inatingíveis e a exaustão, nem praticar atos que deixem o colaborador em situação vexatória perante outras pessoas.

Além disso, é importante elaborar um código de ética e conduta e um regulamento interno, juntamente com o setor de Compliance, a fim de investigar situações erradas dentro da empresa, através de canais de denúncias. Sem dúvida, tudo isso ajudará a empresa a mitigar riscos da síndrome de burnout e indenizações que poderão sofrer se demonstrado que a empresa se manteve inerte a estas questões.

Ou seja, as empresas precisam investir em trabalhos de prevenção da síndrome de burnout com profissionais qualificados, como advogados especialistas em Compliance trabalhista, psicólogos e em treinamentos. Isso, certamente, trará um ambiente mais saudável e evitará que os colaboradores sejam afetados por esta síndrome.

Você corre o risco de ter a síndrome de burnout? Teste agora!

Profissional recebendo apoio psicológico de uma médica em consultório.

Por fim, chegou a hora de fazer um teste e descobrir se você sofre risco da síndrome de burnout ou não. Está preparado? Então, vamos lá!

Portanto, considere responder:

Nunca (1)

Raramente (2)

Às vezes (3)

Todo tempo (4)

Com muita frequência (5)

Perguntas

1 – Você se sente deprimido (a) como se sua energia física e emocional estivesse exaurida?

2 – Você acha que está propenso (a) a pensar negativamente sobre seu emprego?
3 – Você se considera mais frio (a) e/ou menos sensível com as outras pessoas do que possivelmente merecem?
4 – Você fica irritado (a) facilmente com os pequenos problemas ou com seus colegas de trabalho e sua equipe?
5 – Você se sente incompreendido (a) ou desconsiderado (a) pelos seus colegas de trabalho?
6 – Você sente que não há nada para conversar?
7 – Você acha que está realizando menos do que deveria?
8 – Você se sente em um nível incômodo em relação à pressão para obter êxito?
9 – Você sente que não está conseguindo o que quer fora do seu emprego?
10 – Você sente que está na empresa ou profissão errada?
11 – Você está ficando frustrado (a) com partes do seu trabalho?
12 –  Você sente que a burocracia e a política organizacional frustram sua habilidade de realizar um bom trabalho?
13 – Você sente que há mais trabalho do que você tem habilidade de realizar na prática?
14 – Você sente que não tem tempo para realizar muitas coisas que são importantes e fazer um trabalho com qualidade?
15 – Você acha que não tem tempo para planejar tanto quanto você gostaria?

Avalie a sua pontuação:

15 – 18
Nenhum sinal de burnout.

19-32
Pequeno sinal de burnout, a menos que alguns itens (pontuação) estejam particularmente altos.

33-49
Cuidado, você corre o risco de burnout, principalmente se muitos ítens estiverem altos.

50-59
Você corre um grande risco de burnout. Faça algo a respeito, urgentemente.

60-75
Você está com enorme risco de burnout. Faça algo a respeito urgentemente.

Conclusão

Como você viu ao longo do texto, trata-se de um assunto muito importante.

Prevenir a síndrome de burnout é essencial para preservar o bem-estar mental e físico. Ao reconhecer sinais precoces, estabelecer limites saudáveis, priorizar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e promover uma cultura de apoio, é possível reduzir o risco de exaustão profissional, melhorar a qualidade de vida e sustentar o desempenho profissional a longo prazo.

Portanto, seja você empresa ou colaborador, reforce a atenção aos seus limites e priorize a saúde, para que possa colher os melhores resultados em todos os ambientes.

Gostou do nosso texto sobre a síndrome de burnout? Então, compartilhe o link com quem possa se interessar pelo assunto.

Além disso, continue acessando o nosso blog. Nele, você encontrará outros artigos sobre temas importantes para cuidar dos profissionais da sua empresa!

CHRO na Sólides com 24 anos de experiência em RH, lidera diversas áreas estratégicas. É mestre em Administração, professora universitária, pós-graduada em Gestão de Pessoas e Carreiras, e possui certificações internacionais em gestão de mudanças e psicologia positiva. Também atua como coach e mentora.

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