O recrutamento e seleção é uma das áreas mais importantes do setor de RH. Isso porque, é um processo que exige cautela e planejamento para garantir uma tomada de decisões bem acertada. Mas como fazer isso de forma realmente embasada? A resposta está na cultura data driven.
Assim, a cultura orientada por dados é uma tendência no mundo empresarial que utiliza conceitos de business intelligence e vem se mostrando bastante eficiente, inclusive, na gestão de pessoas. Neste post, vamos explicar melhor como os dados podem auxiliar em todo o processo de R&S e como implementar essa ideia no seu negócio. Confira!
Introdução ao Recrutamento Data Driven
Data driven ou cultura orientada a dados é um conceito estratégico em que as organizações utilizam dados e informações para embasar a tomada de decisão. Nesse modelo, as decisões deixam de ser tomadas com base na experiência e no feeling dos profissionais de RH e passam a ser embasadas por dados tangíveis.
No recrutamento data driven, o conceito segue a mesma linha, ou seja, o uso de dados e informações se torna parte importante do processo de tomada de decisões ligadas ao recrutamento e seleção.
Para isso, o RH utiliza métodos de coleta e análise de dados focados nos colaboradores e candidatos, explorando estatísticas, métricas e indicadores de desempenho para uma análise profunda do capital humano.
Dessa forma, é possível identificar os candidatos mais qualificados para cada cargo, criar experiências satisfatórias para esses candidatos e formar times de alto desempenho, garantindo mais eficiência nas contratações e um menor tempo de preenchimento de vagas.
Benefícios do Recrutamento Data Driven
O data driven traz muitas facilidades para o recrutamento e seleção, tornando o processo muito mais simples e eficiente para a empresa. Entre os principais benefícios, podemos citar:
- Mais precisão na tomada de decisões;
- Mais diversidade nas escolhas;
- Maior eficiência no processo de recrutamento;
- Redução da rotatividade de profissionais;
- Melhor visibilidade no mercado;
- Melhor experiência para o candidato;
- Contratações mais alinhadas com a cultura organizacional;
- Redução de custos operacionais;
- Aumento da qualidade dos candidatos;
- Melhor acompanhamento do desempenho.
Coleta e análise de dados no Recrutamento

É importante lembrar que o recrutamento e seleção já é um processo que, naturalmente, trabalha com alguns dados. Ademais, ao selecionar candidatos, o RH lida diretamente com informações relevantes levantadas em:
- Currículos;
- Entrevistas;
- Testes, avaliações e dinâmicas;
- Dados de redes sociais;
- Referências e feedbacks;
- Voluntariado, projetos paralelos.
A coleta e análise desses dados pode ser feita de forma estratégica para ajudar os recrutadores e gestores de RH a obterem insights valiosos sobre habilidades, experiências e personalidade dos candidatos. Desse modo, é possível cruzar essas informações com as dos colaboradores de alta performance e, assim, tomar decisões de contratação mais conscientes e efetivas.
Vale lembrar, no entanto, que o uso de dados deve ser feito com cautela, de forma ética e respeitando a privacidade dos candidatos, como determinam leis e regulamentações, por exemplo, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Mas além das informações provenientes de candidatos, os indicadores de recrutamento e seleção também são dados essenciais que devem ser acompanhados de perto pelo RH. Entre eles, podemos citar:
- Quantidade de vagas;
- Quantidade de candidatos por vaga;
- Tempo médio de fechamento das vagas;
- Processos concluídos no prazo (SLA);
- Taxa de sucesso das contratações;
- Porcentagem de propostas aceitas;
- Performance dos recrutadores;
- Funil de contratação;
- Custo das contratações.
O custo de contratação, por exemplo, é um dos indicadores mais importantes nesse processo. Isso porque, ele engloba diversas etapas e precisa ser avaliado considerando os gastos com anúncios, sites de vagas, dinâmicas de grupo, processos administrativos, contratação de sistemas especializados, entre outros.
Além de coletar todas as informações, é importante que o RH saiba como analisar e gerir esses dados. Nesse caso, é possível utilizar planilhas e formulários, contudo, ao optar por uma ferramenta de gestão com ATS (Application Tracking System), o processo se torna muito mais simples, ágil e eficiente.
Definição de perfis e critérios de seleção

Na prática, o RH pode utilizar ferramentas de análise de dados para avaliar seu quadro de colaboradores com base em diferentes critérios, como perfil comportamental, performance e dados demográficos. A partir daí, o setor consegue criar uma engenharia de cargos, estabelecendo um perfil de candidato ideal, o que torna o recrutamento e seleção muito mais ágil e direcionado.
Para criar essa persona, é válido definir características desejáveis, como localidade, faixa etária, formação, hábitos, valores, entre outros aspectos. Além disso, o RH deve identificar habilidades e competências técnicas e comportamentais necessárias para cada posição.
Por fim, a engenharia de cargos também ajuda o RH a estabelecer critérios de desempate na hora de escolher entre dois ou mais candidatos que se encaixam nos requisitos da vaga. Alguns critérios que podem ser utilizados nessa etapa são:
- Resultado de provas;
- Avaliações técnicas;
- Avaliações comportamentais;
- Match cultural;
- Match com a liderança.
Estratégias de Atração de Talentos
Uma empresa orientada por dados também consegue identificar de forma mais precisa onde encontrar os candidatos com o perfil ideal. Com base na análise de processos anteriores, é possível definir os melhores canais de divulgação para a atração de talentos.
Entre eles, podemos citar:
- Redes sociais;
- Grupos e comunidades;
- Sites e plataformas de emprego;
- Eventos (palestras, workshops, feiras etc.);
- Página trabalhe conosco;
- Recepção da empresa.
Além disso, os dados podem ajudar na criação e no planejamento de estratégias de atração, como o inbound marketing e a gestão de benefícios.
Processo Seletivo e Avaliação de candidatos

As empresas data driven também podem utilizar os dados para avaliar candidatos ao longo de todo o processo seletivo, reduzindo riscos e ruídos na contratação.
Ainda, a partir do perfil de candidato ideal, é possível utilizar outras ferramentas para correlacionar dados e encontrar um match perfeito. Assim, essas informações podem auxiliar na análise de competências técnicas e comportamentais, fit cultural e alinhamento com lideranças.
Para otimizar ainda mais a análise de candidatos, o RH pode contar com ferramentas tecnológicas como:
- Funil de recrutamento;
- Uso de inteligência artificial;
- Automação de ações;
- Integrações com plataformas de emprego;
- Ferramentas para comparações entre candidato e cargo.
Implementação do Recrutamento Data Driven
Agora, você já entendeu o que é o termo data driven e seu conceito, mas sabe como colocar isso em prática para melhorar a eficiência do recrutamento e seleção? O primeiro passo é definir os objetivos a serem atingidos com a estratégia.
A ideia é diminuir custos? Tornar o processo seletivo mais rápido? Preencher vagas de liderança? O objetivo escolhido vai ajudar o RH a direcionar melhor seus esforços.
Depois disso, é preciso identificar as fontes de dados que serão utilizadas e as métricas que você vai acompanhar. O ideal é apostar em ferramentas de inteligência artificial e machine learning para tornar o processo mais simples. Essas ferramentas não só coletam dados, como também realizam uma análise aprofundada das informações.
Assim, uma vez definidas as ferramentas que serão utilizadas, o RH pode começar a utilizá-las para iniciar a produção de dados e posterior análise. Aqui, é válido definir pessoas-chave que estarão envolvidas na implementação da cultura data driven e que poderão prestar suporte na capacitação e no treinamento do time.
Como vimos, o conceito data driven é uma transformação importante para o RH e pode ajudar de forma significativa na melhoria dos processos de recrutamento e seleção. No entanto, sua implementação requer uma abordagem sistemática e clara, que envolve diferentes fatores e processos.
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