Investir em cursos de IA generativa pode ser decisivo para conseguir uma vaga e ainda receber um salário mais alto.
É o que mostra um novo estudo da plataforma global de educação online Coursera, divulgado em maio de 2025.
O levantamento ouviu 2.000 empregadores e 1.200 estudantes em dez países, incluindo o Brasil, e revelou que os cursos de IA generativa têm impacto direto na empregabilidade e na remuneração dos profissionais.
Entre os empregadores brasileiros, 97% afirmaram ter contratado pelo menos um profissional com microcredenciais em IA generativa no último ano.
E o dado mais impressionante: 94% estão dispostos a pagar salários maiores para esses candidatos, mesmo em posições de entrada.
Por que empresas estão valorizando certificações em IA generativa?
De acordo com o relatório da Coursera, a principal razão está na prontidão dos profissionais certificados.
Eles chegam mais bem preparados, com conhecimento prático e técnico alinhado ao que as empresas precisam — o que reduz custos de treinamento e capacitação profissional, acelera o onboarding e melhora a performance logo nos primeiros meses.
Entre as empresas brasileiras que contrataram talentos com certificações em IA generativa, 98% relataram redução nos custos de capacitação interna, sendo que a maioria viu economia de até 20% no primeiro ano.
Qual a melhor IA generativa atualmente?

Com o crescimento da inteligência artificial, surgiram diversos modelos generativos com diferentes capacidades e aplicações.
Segundo o ranking 2025 da consultoria americana Cognilytica, as melhores IAs generativas do momento são:
- ChatGPT (OpenAI) – destaque para uso corporativo, treinamento interno e atendimento ao cliente.
- Claude (Anthropic) – reconhecida pela segurança e interpretação de linguagem natural.
- Gemini (Google) – popular em ambientes acadêmicos e em aplicações de produtividade.
- Mistral – open source e com alto desempenho em geração de código e análises técnicas.
Cada ferramenta tem um foco específico, e a escolha da melhor dependerá do objetivo do usuário — seja para redação, programação, design ou automação de processos.
Qual o melhor curso para aprender IA?
A resposta depende do nível de conhecimento e da área de atuação pretendida, mas, segundo dados do Coursera, os cursos com maior reconhecimento e aplicabilidade prática são:
- AI For Everyone, com Andrew Ng (Coursera): oferece uma base sólida em IA sem necessidade de programação.
- Generative AI with Large Language Models, da AWS: voltado para desenvolvedores e profissionais de dados.
- Prompt Engineering for ChatGPT, da Vanderbilt University: ensina como dialogar com modelos de IA para obter resultados eficientes.
- Intel Generative AI Professional Certificate: trilha técnica que combina teoria, prática e certificação reconhecida.
Os cursos de IA generativa mais valorizados são aqueles que combinam projetos práticos, avaliação contínua e aplicação em casos reais de negócio.
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Quais cursos fazer para trabalhar com IA?
Além dos cursos de IA generativa, outras trilhas formativas são altamente recomendadas para quem deseja construir carreira na área:
- Machine Learning – Essencial para compreender como os algoritmos funcionam.
- Python para Ciência de Dados – Base de programação mais requisitada.
- Engenharia de Prompt – Nova habilidade crítica para explorar o potencial dos modelos generativos.
- Data Science – Para interpretar e manipular grandes volumes de dados.
- Ética em IA – Fundamental para atuar com responsabilidade e atender às exigências regulatórias.
A combinação dessas competências permite atuar em posições como cientista de dados, engenheiro de machine learning, especialista em automação, designer de interações com IA, e muito mais.
Quais são os 4 tipos de IA?

Segundo a classificação adotada por pesquisadores e empresas de tecnologia, a inteligência artificial se divide em quatro tipos principais:
- IA Reativa: responde a estímulos com base em regras pré-programadas, sem memória. Exemplo: Deep Blue, o computador que venceu Kasparov no xadrez.
- IA com Memória Limitada: consegue aprender com dados passados para tomar decisões futuras. Exemplos: assistentes virtuais e sistemas de recomendação.
- IA da Teoria da Mente: ainda em desenvolvimento, busca entender emoções, intenções e contextos humanos.
- IA Autoconsciente: um estágio hipotético de consciência artificial, ainda inexistente.
A IA generativa está dentro da categoria com memória limitada, mas com capacidades avançadas de prever, sintetizar e criar conteúdos originais com base em grandes volumes de dados.
Mudança na seleção: microcredenciais ganham força
Um ponto relevante da pesquisa é a mudança no modelo de recrutamento e seleção. No Brasil, 100% das empresas ouvidas afirmaram já utilizar — ou testar — processos seletivos baseados em competências, e não apenas em diplomas universitários.
Nesse cenário, as microcredenciais tornam-se a nova moeda de valor no mercado de trabalho.
Elas são mais rápidas, acessíveis e específicas, possibilitando que os candidatos demonstrem domínio sobre determinadas tecnologias, como a IA generativa.
O relatório também mostra que 95% dos recrutadores brasileiros priorizam candidatos com essas certificações, mesmo que eles tenham menos experiência formal ou formação tradicional.
Formação começa na universidade
A demanda por habilidades em IA generativa já chega às universidades. Segundo o estudo da Coursera, 99% dos empregadores brasileiros gostariam que as instituições de ensino superior preparassem melhor os alunos para usar essas tecnologias desde o início da carreira.
Como resposta, cresce o número de graduações e especializações que integram disciplinas voltadas à inteligência artificial, ciência de dados e ética digital.
Brasileiros estão atentos: 1 em cada 3 já tem certificação
Outro dado que chama a atenção é o nível de adesão por parte dos próprios estudantes. No Brasil, 33% dos entrevistados afirmaram já ter ao menos uma certificação em IA generativa, e outros 41% disseram estar em processo de obtenção.
Entre os motivos apontados estão: aumento das chances de contratação, valorização salarial, atualização técnica e preparação para profissões do futuro.
Certificação é um diferencial (mas não é tudo)
Embora as certificações sejam um grande trunfo na hora de buscar uma vaga, os especialistas alertam que o aprendizado contínuo é o verdadeiro diferencial competitivo.
“O mercado de IA está evoluindo muito rápido. Não adianta só tirar um certificado e parar por aí. O profissional precisa seguir estudando, testando ferramentas, aplicando em projetos práticos e acompanhando as mudanças na legislação”, explica Letícia Ramos, especialista em inovação e carreira tecnológica.
Outro ponto importante é o alinhamento com a cultura da empresa. Saber operar ferramentas é essencial, mas ter visão estratégica, boa comunicação e pensamento ético também pesa na hora da contratação.
O futuro do trabalho já é impulsionado pela IA
O avanço da inteligência artificial generativa está redefinindo o que as empresas esperam de seus talentos.
A automatização de tarefas, análise de dados em larga escala, personalização de experiências e otimização de processos são apenas algumas das aplicações que já fazem parte do dia a dia de organizações de diferentes setores.
Nesse cenário, profissionais que investem em cursos de IA generativa saem na frente. Além de demonstrarem iniciativa e preparo técnico, mostram que estão alinhados com as transformações tecnológicas que impactam inovação, competitividade, qualidade e produtividade.
Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, até 2027, cerca de 44% das habilidades exigidas no ambiente de trabalho serão diferentes das atuais. As competências ligadas à IA, automação e pensamento analítico estão entre as mais valorizadas.
Ou seja: mais do que uma tendência, entender e aplicar IA no ambiente profissional tornou-se uma necessidade urgente para quem deseja se manter relevante em um mercado cada vez mais tecnológico e dinâmico.
