Encontrar profissionais qualificados e que tenham interesse em trabalhar na sua empresa não é tarefa fácil. Sabendo disso, uma vaga precisa ser atrativa, com recompensas financeiras e não financeiras para os colaboradores.
Hoje, o mercado está cada vez mais competitivo, assim, as organizações que querem reter os melhores talentos devem aprender a se diferenciar.
Quando isso não ocorre, as pessoas continuam na constante busca por uma nova oportunidade que agregará mais, o que faz a rotatividade aumentar.
Mas o que são as recompensas financeiras e não financeiras? Preciso realmente investir nas duas? Confira este post e descubra agora!
Recompensas financeiras
As recompensas financeiras consistem, basicamente, em pagamentos que são feitos para os profissionais de uma organização, como o salário, bônus, comissão, benefícios monetários etc.
Além disso, podem ser indiretas, por exemplo, nos planos de benefícios e serviços sociais, como férias, adicional noturno, gorjetas, seguro de vida, auxílio transporte e alimentação.
Não podemos negar a importância das recompensas financeiras.
Afinal, se o colaborador não tem condições de arcar com seus gastos e manter sua qualidade de vida, é difícil que se sinta motivado para trabalhar.
É claro que isso não significa que se a sua empresa é pequena você terá que oferecer um salário astronômico e compatível com os maiores concorrentes, mas é crucial fazer uma boa oferta, que seja coerente com o que está sendo exigido.
Recompensas não financeiras
Ao contrário das recompensas financeiras, as não financeiras vão além do dinheiro: incluindo horários mais flexíveis, reconhecimento por desempenho, oportunidades de desenvolvimento, preocupação com o bem-estar e um ambiente organizacional atrativo.
Trata-se de alguns pontos que, muitas vezes, são ignorados pelas empresas, mas que fazem uma diferença extrema na percepção que o colaborador tem da instituição.
Quando não há nenhuma recompensa não financeira, os profissionais costumam se desmotivar, o que impacta negativamente nos resultados.
Isso acontece porque as pessoas têm necessidades específicas e a produtividade é afetada quando não nos sentimos bem, principalmente no ambiente de trabalho, já que é onde destinamos grande parte do nosso tempo.
Logo, um colaborador trabalhará melhor ao saber que a organização o valoriza e reconhece suas contribuições, não exigindo que ele priorize tarefas em detrimento de sua saúde, ao perceber seu crescimento na empresa e ao entender que sua capacitação é uma prioridade.
O tipo de recompensa mais importante

O ideal é que a empresa invista em fornecer recompensas financeiras e não financeiras para os seus colaboradores. Isso porque, ambas são importantes, por isso, o recomendado é que haja um equilíbrio.
Se o salário é muito alto, mas a pessoa vai trabalhar como PJ, sem nenhuma garantia ou benefício, pode haver uma sensação de insegurança em relação ao emprego e à permanência na instituição.
Por outro lado, não adianta nada oferecer muitas recompensas financeiras, ter um ambiente descontraído e happy hour todas as sextas se os colaboradores recebem uma quantia muito baixa e não conseguem sustentar um estilo de vida digno.
Como vimos, a remuneração recebida pelo profissional é a soma das recompensas financeiras e não financeiras.
Dessa forma, ao receber uma proposta de uma empresa avaliamos mais do que o salário e consideramos também outros fatores.
Exemplo de recompensas financeiras e não financeiras
As recompensas no ambiente de trabalho podem ser amplamente categorizadas em financeiras e não financeiras, cada uma desempenhando um papel vital na motivação e retenção de funcionários.
Exemplos de Recompensas Financeiras:
- Salário: a remuneração regular que um empregado recebe pelo seu trabalho.
- Bônus: pagamentos adicionais que podem ser baseados no desempenho da empresa ou do indivíduo.
- Comissões: ganhos baseados em vendas ou desempenho, comuns em cargos de vendas.
- Participação nos Lucros: uma porcentagem dos lucros da empresa distribuída aos funcionários.
- Ações ou Opções de Ações: oportunidade de comprar ações da empresa a um preço reduzido.
- Aumentos e Promoções: aumento salarial decorrente do reconhecimento do desempenho e crescimento profissional.
- Benefícios Suplementares: incluem seguros, planos de aposentadoria, entre outros.
Recompensas Não Financeiras:
- Reconhecimento: elogios em público, prêmios, certificados de reconhecimento ou simples agradecimentos podem aumentar significativamente a moral.
- Desenvolvimento Profissional: oportunidades para crescimento pessoal e profissional, como cursos, treinamentos e workshops.
- Flexibilidade de Horário: permitir aos funcionários flexibilidade no horário de trabalho ou a opção de teletrabalho.
- Ambiente de Trabalho: um espaço de trabalho agradável, seguro e estimulante.
- Cultura Empresarial: um ambiente que promove valores como inclusão, diversidade e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
- Oportunidades de Liderança: dar aos funcionários a chance de liderar projetos ou equipes.
- Autonomia: permitir aos empregados maior controle sobre como realizam seu trabalho.
- Benefícios Corporativos: acesso a serviços exclusivos como academias, creches ou descontos em produtos e serviços.
As recompensas não financeiras são particularmente importantes para a satisfação no trabalho a longo prazo, pois estão intimamente ligadas à satisfação intrínseca e ao comprometimento do funcionário com a empresa.
Enquanto as recompensas financeiras são fundamentais para atender às necessidades materiais, as não financeiras desempenham um papel crucial em atender às necessidades emocionais e psicológicas, contribuindo para um ambiente de trabalho motivador e enriquecedor.
Guia para Startups: recompensas não financeiras
Depois de um forte pico de operações, batendo recorde de vendas nos últimos 3 meses, um dos nossos coachees empresariais nos procurou com a seguinte pregunta:
“Como posso recompensar toda a equipe sem dar incentivos financeiros individuais?”.
A recomendação foi investir em uma tendência chamada “Salário Emocional”, que corresponde a um conjunto de benefícios adotado pela empresa, para garantir que os colaboradores se sintam valorizados e desenvolvidos dentro da empresa.
Quando implementado, de forma eficaz, pode reduzir o absenteísmo, a falta de compromisso e o turnover.
Atualmente, no mercado, eu identifico três categorias de salário emocional que são mais utilizadas: oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, equilíbrio vida-trabalho, bem-estar emocional.
Continue lendo esse artigo para entender mais sobre cada uma das categorias, saber como escolher a melhor opção para a sua equipe e conhecer os primeiros passos para implementar o salário emocional na sua empresa ou startup.
Veja também:
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- Processos de gestão de pessoas: conheça os seis processos principais
- Como recompensar em tempos difíceis
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Quais são as 3 categorias?
1. Desenvolvimento Pessoal e Profissional
Atividades ou cursos que podem ser realizados dentro e fora do horário de trabalho para desenvolvimento profissional.
Você conhece o PDI, ou plano de desenvolvimento individual? Cada pessoa tem ambições e expectativas diferentes de desenvolvimento.
Conhecendo os objetivos de cada colaborador, você pode identificar treinamentos gratuitos (ou não) que os gestores podem recomendar para a equipe.
Como contrapartida, a empresa pode pagar a totalidade ou uma parte do curso, ou investir tempo, ou seja, deixar a pessoa sair mais cedo para concluir a sua pós ou atividade de treinamento.
Adicionalmente, nessa categoria estão: coaching, rodadas de feedback sistematizadas com o grupo de gestão, mentoria, rotação de funções, liderança de projetos específicos, etc.
É importante relembrar que é vital definir indicadores de desenvolvimento e fazer um acompanhamento desse processo.
Em caso contrario, pode causar frustração e ter um impacto negativo, dependendo da atividade escolhida.
2. Equilíbrio vida-trabalho
Quem não quer trabalhar em uma empresa que tem o espaço e opções como o da Google? Muitos millenials valorizam o espaço criativo que fomenta o trabalho colaborativo e dá bastante autonomia.
No entanto, muitas startups não podem ainda investir nesses benefícios.
Então, qual é a nossa recomendação?
Avalie a possibilidade de implementar horários flexíveis para a equipe, permitir que todos trabalhem de locais distintos uma vez ao mês, acolher os filhos dos funcionários no trabalho em casos de emergência e adotar o trabalho remoto.
Implemente metodologias de trabalho virtual que favoreçam o compartilhamento e a colaboração.
Cuidado com a flexibilização excessiva! Para adotar esses métodos é importante ter indicadores de produtividade bem definidos, expectativas alinhadas e regras claras que todos os envolvidos respeitem.
3. Bem-estar emocional
Tem muito a ver com o clima organizacional da empresa e como as pessoas interagem entre si.
Se na sua startup há uma valorização da cultura de trabalho sob pressão e competitividade, é muito possível que os seus colaboradores experimentem níveis mais elevados de estresse.
Como você pode compensar isso, dentro do ambiente laboral necessário para atingir os objetivos organizacionais?
Nossa recomendação é sempre alinhar expectativas, conhecer os limites dos seus colaboradores e ter atividades em grupo como team building, para reestabelecer a convivência sem ameaça.
Nessas atividades, você deve sempre lembra-los de que todos trabalham para um mesmo objetivo, com papéis diferentes e como cada um contribui para as diferentes metas organizacionais.
É importante também recordar como cada pessoa contribui para o desenvolvimento da equipe e assim, instigar também a cooperação em determinados momentos.
No entanto, é possivel perceber que a cultura do bem-estar emocional é tão valorizada por algumas empresas que a consecução de metas fica em segundo plano.
Cuidado! Apesar de ser saudável para a equipe, essa prática, em excesso, pode não ser saudável para a empresa.
O seu papel como gestor é encontrar o equilíbrio adequado para que além de estar satisfeitos e bem dentro da sua organização possam atingir (ou superar) as metas definidas para o crescimento sustentável do seu negócio.
Como escolher a melhor opção para o seu negócio?
Parece óbvio o que eu vou dizer, mas é extremamente importante: Pergunte! A sua equipe vai saber dizer muito melhor o que funciona para eles do que tentar adivinhar.
A partir do conhecimento das motivações dos seus funcionários você pode tomar uma decisão estratégica da combinação que gerará mais benefícios para a equipe e a sua empresa. Os primeiros passos são:
Para início de conversa
Pergunte sobre as motivações, interesses e planos da sua equipe atual. Utilizar o PDI disponibilizado é uma excelente forma de começar se você ainda não tem experiência no assunto.
Estude as suas estratégias e orçamento
Entenda que habilidades você tem e quais ainda não para executar as suas estratégias. Qual é a forma mais adequada de consegui-las? Você vai investir tempo, dinheiro ou os dois nesse momento?
Tome uma decisão e comunique para a sua equipe
Muitas vezes, não comunicamos o prêmio final para os nossos colaboradores.
Perdemos uma chance incrível de que, motivados por um benefício para a empresa, saiam ideias extremamente criativas e perdemos oportunidades chave de negócios.
Conclusão: recompensas financeiras ou não financeiras, qual o melhor?
As recompensas financeiras servem como um incentivo imediato e tangível, alinhando os interesses dos funcionários com os objetivos financeiros da empresa.
No entanto, para fomentar um ambiente de trabalho verdadeiramente motivador e engajador, as recompensas não financeiras são igualmente importantes.
Uma estratégia de recompensa bem-arredondada que equilibra ambos os tipos de incentivos é essencial para o sucesso sustentável de qualquer organização, pois reconhece a complexidade e a diversidade das motivações humanas no trabalho.

