Hoje, 86% dos funcionários no Brasil pensam em trocar de emprego por conta da saúde mental, segundo o InfoJobs.
Isso prova que o mundo do trabalho ainda tem um longo caminho para corrigir vários problemas relacionados a esse tema.
Felizmente, as mudanças na NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) já representam um passo importante nessa jornada.
Agora, a legislação exige que as empresas adotem medidas para implementar um PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) que avalie e gerencie riscos psicossociais, uma vez que impactam a saúde física, mental e social dos colaboradores.
São os casos, por exemplo, de situações de assédio moral e sexual, excesso de tarefas, falta de recursos e metas abusivas, pressão por resultados, dentre outras.
Ou seja, é uma mudança feita para aumentar a conscientização sobre o impacto das condições de trabalho na qualidade de vida dos colaboradores.
Dessa forma, fatores como estresse, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout passam a ser mais reconhecidos como questões que não só podem afetar os profissionais, mas a própria produtividade da empresa.
Como começar a mudar?
A partir de junho de 2026, o descumprimento da NR-1 poderá acarretar multas, mas até lá a fiscalização da NR-1 vai acontecer apenas de forma orientativa.
É uma fase de adaptação totalmente natural quando tratamos de mudanças na lei. No entanto, isso não significa que as empresas não precisam ter rapidez para implementar um bom PGR.
Tudo começa olhando para o que já foi feito até o momento. É importante revisar as medidas que já existem para atualizá-las de acordo com a nova legislação e a própria realidade da organização.
Dessa maneira, é possível incorporar melhorias que atendam às necessidades reais dos colaboradores.
Apenas para citar alguns exemplos mais básicos, podemos falar de apoio psicológico, canais de denúncias, ações diagnósticas, treinamentos para gestores e equipes, estabelecer políticas de prevenção ao assédio e à discriminação, check-ups regulares e comunicação clara sobre os riscos à saúde.
Partir para mercados em ascensão também é um caminho eficiente, como é o caso do segmento de benefícios corporativos.
Hoje, diversas empresas especializadas ajudam a promover o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional por meio do bem-estar integrado, com soluções que cuidam da saúde física, mental e nutricional.
Ou seja, são diversas academias, modalidades, terapias, meditações e planos alimentares que auxiliam os funcionários de forma personalizada.
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Papel das lideranças com as mudanças na NR-1

Vale destacar que a NR-1 deixa claro que a responsabilidade pela gestão de riscos começa na liderança. É ela quem deve conduzir as ações internas que promovem segurança, saúde e bem-estar no dia a dia.
Por isso, junto ao time de RH (Recursos Humanos), os gestores devem identificar os pontos de melhoria e, a partir disso, implementar medidas internas que contribuam para a redução dos riscos ocupacionais e, ao mesmo tempo, tornem o ambiente de trabalho um espaço que valorize a integridade de todos.
Como resultado, a empresa como um todo consegue perceber um desenvolvimento do clima organizacional.
Seja com a participação ativa dos colaboradores ou com o diálogo aberto, fica evidente como eles passam a sentir segurança para falar sobre o seu dia a dia.
Depois, isso evolui para vantagens como a redução na taxa de afastamento por doenças e o aprimoramento na atração e retenção de talentos.
É um efeito dominó totalmente positivo. Quando nos preocupamos com o bem-estar da equipe, enxergamos cada um dos colaboradores de forma mais empática, compreendendo melhor as suas demandas pessoais e trabalhistas.
Isso é imprescindível para promover um ambiente de trabalho acolhedor, que valoriza e respeita a individualidade.
Olhar com atenção para a NR-1 já é um início para a construção de um espaço seguro, no qual cada indivíduo se sente pertencente e reconhecido, tanto como profissional quanto como pessoa.
