A busca por talentos é um dos desafios mais estratégicos das empresas. Um processo de recrutamento e seleção eficiente pode não apenas garantir a contratação do candidato ideal para a vaga, mas também reduzir o tempo de contratação, otimizar custos e proporcionar uma experiência do candidato positiva.
Com as inovações tecnológicas e a crescente necessidade de tomadas de decisão baseadas em dados, a tecnologia no processo de recrutamento e seleção vem revolucionando como as empresas encontram e selecionam profissionais. Neste artigo, vamos abordar desde os conceitos mais básicos do recrutamento até as principais tendências e ferramentas que podem ser utilizadas para tornar o processo mais ágil e eficiente.
O que é mercado de trabalho?
O mercado de trabalho pode ser entendido como o ambiente onde ocorre o encontro entre a oferta de trabalho, ou seja, as pessoas que procuram emprego, e a demanda de trabalho, que são as empresas e organizações que precisam de profissionais para ocupar vagas específicas.
É um espaço complexo, regido por leis, normas e uma série de fatores econômicos e sociais que influenciam desde a criação de novas vagas até a estabilidade dos empregos existentes.
Qual é a importância do mercado de trabalho?
A importância do mercado de trabalho acaba por ser uma espécie de “ciclo vicioso”, no bom sentido da palavra. Pense, quanto mais pessoas trabalhando, maior será o consumo e, consequentemente, há maior crescimento da atividade econômica.
Como funciona o mercado de trabalho?
O mercado de trabalho é um organismo vivo, pulsante e repleto de nuances, onde diversos elementos se entrelaçam para criar um cenário que é ao mesmo tempo complexo e fascinante. Contudo, há sempre algo que precisa ser aperfeiçoado para que se adeque às expectativas da economia.
Para quem busca entender melhor como funciona esse ecossistema ou para aqueles que estão se preparando para mergulhar nele, é fundamental conhecer seus componentes-chave. Vamos explorar cada um deles e entender como interagem entre si.
1. Força de Trabalho
A força de trabalho é o coração do mercado de trabalho. Sem pessoas dispostas e aptas a desempenhar funções, as engrenagens econômicas simplesmente não girariam. Portanto, a força de trabalho e o mercado andam de mãos dadas.
Essa força é composta por milhões de indivíduos que trazem consigo não apenas suas habilidades e experiências, mas também suas esperanças e aspirações.
No Brasil, a força de trabalho é diversificada e cheia de contrastes. Temos desde jovens recém-saídos das universidades até profissionais sêniores com décadas de experiência. Assim, o cenário trabalhista brasileiro é bastante dinâmico.
O desafio aqui é garantir que essa força seja não só numerosa, mas também qualificada e adaptável às mudanças constantes do mercado. Dessa forma, a economia consegue progredir de forma equilibrada ao longo do tempo.
2. Empregadores
Do outro lado, temos os empregadores. Eles são os agentes que demandam a energia dessa força de trabalho para impulsionar seus projetos e negócios.
Em um cenário ideal, existe um encaixe perfeito entre as habilidades oferecidas pelos trabalhadores e as necessidades das empresas, que conhecemos como demanda. No entanto, a realidade nem sempre é tão harmoniosa.
Empregadores enfrentam o desafio de atrair e reter talentos em um mercado competitivo, o que exige não apenas oferecer salários atraentes, mas também criar um ambiente de trabalho estimulante e proporcionar oportunidades de crescimento profissional.
3. Legislação Trabalhista
A legislação trabalhista atua como um árbitro nesse jogo, estabelecendo as regras do que pode e do que não pode ser feito. Assim, ela determina os direitos e deveres dos trabalhadores frente aos empregadores.
No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é a bússola que guia tanto empregados quanto empregadores. Assim sendo ela define desde as formas de contrato até os direitos e deveres de cada parte.
Essa legislação é essencial para garantir que não haja abusos e que os trabalhadores tenham suas condições mínimas de trabalho asseguradas.
Contudo, é importante que ela também permita flexibilidade suficiente para que as empresas possam se adaptar às mudanças do mercado sem ficarem engessadas por normas excessivamente rígidas.
4. Educação e Qualificação Profissional
A educação é a base sobre a qual se constrói uma força de trabalho robusta e qualificada. Instituições de ensino e treinamento desempenham um papel crucial nesse processo, equipando os indivíduos com as competências necessárias para enfrentar os desafios do mercado.
No Brasil, a qualificação profissional ainda é um desafio, com muitos trabalhadores buscando aprimorar suas habilidades para atender às demandas cada vez mais específicas dos empregadores.
Assim, os trabalhadores não devem estagnar-se, procurando sempre, na medida do possível esta à altura das exigências.
Programas de formação técnica, cursos profissionalizantes e a educação continuada são ferramentas importantes para manter a força de trabalho em sintonia com as tendências do mercado.
Por isso, a educação e a qualificação profissional se torna um divisor de águas no mercado de trabalho.
5. Tecnologia
A tecnologia é o elemento disruptivo do mercado de trabalho, pois ela modifica não apenas como as tarefas são executadas, mas também quais tarefas são necessárias.
A automação e a inteligência artificial estão redefinindo setores inteiros, e com isso, os profissionais precisam se adaptar rapidamente para não ficarem obsoletos.
Para os trabalhadores, isso significa uma necessidade constante de atualização e aprendizado sobre novas ferramentas e processos.
Para os empregadores, representa uma oportunidade de aumentar a eficiência e produtividade no trabalho, mas também o desafio de gerenciar a transição dos empregados cujos empregos são afetados pela tecnologia.
6. Economia
Por fim, mas não menos importante, temos a economia – o grande indicador da saúde do mercado de trabalho.
Quando a economia está em alta, as empresas crescem e mais empregos são gerados. Porém em tempos de recessão, o oposto acontece, levando a cortes e uma maior competição por vagas.
No Brasil, oscilações econômicas podem ter impactos significativos no emprego. consequentemente, políticas econômicas governamentais, taxas de juros, inflação e outros fatores macroeconômicos influenciam diretamente a capacidade das empresas de contratar e manter seus funcionários.
Quais são os tipos de mercado de trabalho?

O mercado de trabalho se divide em três grandes categorias, cada uma com suas características e dinâmicas próprias:
1. Mercado de trabalho formal
- Regido pela CLT: trabalhadores possuem carteira assinada, acesso a direitos trabalhistas e proteção social.
- Maior segurança e estabilidade: empregos geralmente são mais estáveis e com planos de carreira definidos.
- Menor flexibilidade: jornada de trabalho fixa, com menos autonomia para os funcionários.
- Exemplos: indústrias, bancos, empresas de grande porte, órgãos públicos.
2. Mercado de Trabalho Informal
- Sem carteira assinada: trabalhadores não possuem os mesmos direitos e proteção social que os do mercado formal.
- Maior flexibilidade: jornada de trabalho mais flexível, com possibilidade de horários alternativos e trabalho autônomo.
- Menor segurança e estabilidade: empregos podem ser menos estáveis e com menor renda garantida.
- Exemplos: vendedores ambulantes, diaristas, trabalhadores domésticos, profissionais autônomos.
3. Mercado de Trabalho Terciário
- Foco em serviços: envolve atividades que não produzem bens físicos, mas sim serviços intangíveis.
- Crescimento acelerado: é o setor que mais cresce na economia moderna, gerando grande parte dos novos empregos.
- Diversidade de áreas: abrange desde serviços básicos como alimentação e transporte até atividades mais complexas como saúde, educação e tecnologia.
- Exemplos: comércio, turismo, saúde, educação, serviços financeiros, tecnologia da informação.
Outras categorizações importantes
- Setor público: empregos em órgãos públicos, como governos e entidades federais, estaduais e municipais.
- Setor privado: empregos em empresas privadas de diversos portes e segmentos.
- Terceiro Setor: empregos em organizações sem fins lucrativos, como ONGs, fundações e associações.
Como está o mercado de trabalho atualmente?
O mundo profissional de hoje é um palco vibrante de inovação e mudança, onde a tecnologia avançada e a interconexão global redesenham constantemente o panorama das carreiras. Vamos ver algumas características de como é o mercado de trabalho hoje em dia.
1. A Nova Onda de Flexibilidade Laboral
A era digital trouxe consigo uma onda de flexibilidade laboral que está reformulando o conceito tradicional de emprego. Assim sendo, o modelo convencional de trabalho das 9 às 5 está se desvanecendo, dando lugar a novas formas mais adaptáveis de engajamento profissional.
O freelancing, por exemplo, se tornou uma escolha popular para muitos que buscam maior controle sobre seu tempo e projetos.
Além disso, o trabalho remoto se estabeleceu como uma alternativa viável, permitindo que indivíduos colaborem de qualquer canto do mundo, rompendo as barreiras geográficas que antes limitavam as oportunidades.
2. A Revolução da Automatização
A automatização está reformulando o cenário do emprego ao substituir tarefas repetitivas por soluções robóticas e programáveis. Porém, isso não significa, no entanto, o fim do papel humano no ambiente de trabalho.
Ao contrário, cria-se um imperativo para os profissionais desenvolverem habilidades complementares à tecnologia. Por exemplo, o domínio de novas ferramentas digitais e a capacidade de trabalhar em simbiose com sistemas automatizados são competências cada vez mais valorizadas no mercado.
3. Competição em Escala Global
A competição profissional já não conhece fronteiras. Isso porque empresas de todos os tamanhos estão expandindo suas buscas por talentos, alcançando profissionais qualificados em todos os cantos do planeta.
Isso significa que a concorrência agora ocorre em uma escala global, com profissionais de diferentes países e culturas disputando as mesmas oportunidades.
Para se destacar neste cenário amplo, é essencial que os trabalhadores invistam em educação contínua e estejam abertos a experiências internacionais.
4. A Ascensão da Economia Gig
O termo “Economia Gig” reflete o crescimento exponencial de trabalhos temporários e autônomos mediados por plataformas digitais. Assim, essa tendência reflete um mercado que valoriza a agilidade e a especialização, com profissionais atuando em projetos específicos ou realizando tarefas pontuais para diversas empresas.
A economia gig oferece uma liberdade sem precedentes para explorar diferentes áreas e projetos, mas também exige dos trabalhadores uma gestão eficaz da própria carreira e finanças.
Quais são os principais desafios do mercado de trabalho?

O mercado de trabalho atual apresenta desafios que exigem dos profissionais habilidade e adaptação constante. Além disso, as condições econômicas e sociais moldam um cenário em constante mudança.
Vamos explorar alguns dos obstáculos mais proeminentes que os trabalhadores enfrentam na busca por estabilidade e sucesso profissional.
1. A Batalha contra o desemprego
A escassez de oportunidades de emprego é, sem dúvida, uma das maiores barreiras enfrentadas por aqueles que buscam inserir-se no mercado de trabalho.
Consequentemente, a luta para encontrar um lugar ao sol no cenário corporativo é intensa, e muitos profissionais se veem em uma verdadeira maratona em busca de uma chance para demonstrar seu valor.
2. A busca por qualificação adequada
Em um mundo onde a tecnologia avança a passos largos, a qualificação profissional tornou-se uma moeda de alto valor.
Por isso, o mercado clama por competências e habilidades que muitas vezes ultrapassam o que é oferecido pelas instituições de ensino convencionais.
Isso cria uma lacuna entre o que é ensinado e o que é exigido, obrigando, assim, os profissionais a buscarem constante atualização para não ficarem para trás.
3. Flexibilidade x Segurança
A flexibilização do trabalho é uma tendência que vem crescendo, trazendo consigo novas formas de contratação e jornadas adaptáveis.
No entanto, essa flexibilidade frequentemente não vem acompanhada dos direitos e garantias associados ao emprego formal.
Logo, tudo resulta em uma sensação de insegurança para muitos trabalhadores, que se veem obrigados a aceitar condições menos favoráveis para se manterem ativos profissionalmente.
4. Desigualdade salarial
A desigualdade no mercado de trabalho é um fantasma que assombra o progresso social e econômico, haja vista que as diferenças salariais entre gêneros, etnias e outras categorias sociais continuam a ser um problema crônico.
Além disso, as oportunidades limitadas para determinados grupos criam um ciclo vicioso que perpetua a disparidade e impede o pleno aproveitamento do potencial humano disponível.
O que causa crise no sistema de trabalho?
Em um mundo em constante evolução, o sistema de trabalho enfrenta crises periódicas que podem ser desencadeadas por uma variedade de fatores.
Essas crises afetam não apenas a economia de um país, mas também a vida profissional e pessoal de milhões de trabalhadores. Vamos ver algumas das principais causas que levam a essas perturbações no sistema de trabalho.
1. Mudanças tecnológicas
A tecnologia é uma espada de dois gumes. Pois enquanto facilita e otimiza processos, também pode levar à obsolescência de certas habilidades e profissões.
A automação e a inteligência artificial estão substituindo empregos que antes eram realizados por humanos, causando, dessa forma, uma reestruturação no mercado de trabalho e, em alguns casos, desemprego.
2. Globalização econômica
A globalização tem permitido às empresas mover suas operações para países onde a mão de obra é mais barata, o que pode resultar na perda de empregos em economias mais desenvolvidas.
Além disso, a concorrência internacional pode pressionar as empresas a reduzir custos, muitas vezes à custa das condições de trabalho dos empregados.
3. Crises financeiras
Crises econômicas, como a de 2008, têm um impacto direto no mercado de trabalho. Empresas falindo ou enxugando suas operações levam a demissões em massa.
Mesmo aquelas que sobrevivem tendem a ser mais cautelosas em suas contratações, resultando em um mercado de trabalho mais restrito.
4. Políticas governamentais
Decisões políticas podem influenciar significativamente o sistema de trabalho.
Por isso, legislações trabalhistas, impostos corporativos e acordos comerciais são apenas alguns dos fatores que podem melhorar ou prejudicar a situação do emprego.
Políticas inadequadas podem levar a uma crise no sistema de trabalho ao não fornecerem o suporte necessário para que as empresas e os trabalhadores se adaptem às mudanças do mercado.
5. Mudanças demográficas
O envelhecimento da população em muitos países desenvolvidos está levando a uma escassez de mão de obra jovem, enquanto em outras regiões há um excesso de jovens trabalhadores sem oportunidades de emprego.
Esses desequilíbrios demográficos podem causar problemas estruturais no sistema de trabalho.
6. Desajustes educacionais
A educação nem sempre acompanha as necessidades do mercado, resultando em uma força de trabalho que carece das habilidades exigidas pelas empresas.
Isso pode causar uma crise onde há vagas disponíveis, mas não candidatos qualificados para preenchê-las.
Como conseguir uma vaga no mercado de trabalho?

Estima-se que existam 2,1 milhões de vagas abertas no mercado de trabalho brasileiro (maio de 2024), de acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência.
Conseguir um emprego pode ser um desafio, especialmente em tempos de incerteza econômica. No entanto, há estratégias que podem aumentar suas chances de ingressar no mercado de trabalho.
Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo na sua busca por uma vaga. Confira!
1. Qualificação e educação contínua
Invista em sua educação e qualificação profissional. Isso não significa apenas ter um diploma universitário, mas também buscar cursos e certificações que estejam alinhados com as demandas do mercado e que possam te dar uma vantagem competitiva.
2. Networking
Construir uma rede de contatos profissionais é fundamental. Portanto, participar de eventos da indústria, conferências e até mesmo interagir nas redes sociais profissionais pode abrir portas para oportunidades de emprego.
3. Elabore um bom currículo
Seu currículo é seu cartão de visitas. Por isso, certifique-se que ele esteja atualizado, bem formatado e destaque suas habilidades e experiências mais relevantes para a vaga desejada.
4. Prepare-se para entrevistas
Pesquise sobre a empresa e a vaga antes da entrevista de emprego. Esteja pronto para falar sobre suas experiências passadas e como elas se aplicam ao novo cargo. Treine respostas para perguntas comuns e prepare perguntas inteligentes para fazer ao entrevistador.
5. Flexibilidade
Esteja aberto a diferentes tipos de emprego ou até mesmo a mudanças geográficas. Assim sendo, a flexibilidade pode ser crucial para encontrar oportunidades em um mercado de trabalho competitivo.
6. Presença online positiva
Em um mundo digitalizado, empregadores frequentemente pesquisam candidatos online. Por isso, certifique-se de que sua presença nas redes sociais seja profissional e reflita positivamente sobre você.
7. Acompanhe as tendências do mercado
Esteja ciente das tendências do mercado e das habilidades emergentes. Logo, isso permitirá que você se antecipe às mudanças e se posicione como um candidato atualizado e proativo.
Portanto, conseguir uma vaga no mercado de trabalho requer dedicação, paciência e estratégia. Porém, mantenha-se resiliente e adaptável às mudanças, pois assim você aumentará suas chances de sucesso na sua jornada profissional.
As mulheres no mercado de trabalho
A participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro tem crescido consideravelmente nas últimas décadas, representando um avanço significativo na luta por igualdade de gênero e empoderamento feminino.
Em 2023, a taxa de participação feminina no mercado de trabalho formal no Brasil atingiu 45,7%, um recorde histórico.
Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito para garantir a plena igualdade das mulheres no mercado de trabalho:
- Desigualdade salarial: as mulheres ainda recebem, em média, 24,7% a menos que os homens para funções semelhantes.
- Teto de vidro: as mulheres ainda enfrentam dificuldades para alcançar cargos de liderança nas empresas.
- Dupla jornada: a sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidados com filhos recai majoritariamente sobre as mulheres, dificultando seu desenvolvimento profissional.
- Assédio e discriminação: o assédio sexual e a discriminação de gênero ainda são realidades no mercado de trabalho, impactando negativamente a vida das mulheres.
Mercado de trabalho: mitos e verdades

Existem muitos mitos sobre o mercado de trabalho que podem confundir os profissionais. Por exemplo, o mito de que “não existem mais empregos” é desmentido pelo surgimento constante de novas profissões.
Outro mito comum é que “a experiência supera a educação”, quando na verdade o mercado atual valoriza uma combinação dos dois.
Além disso, a ideia de que “trabalhos manuais estão desaparecendo” ignora o renascimento de certas artes e ofícios em uma economia que valoriza o artesanal e o personalizado.
Qual o futuro para o mercado de trabalho?
O futuro do mercado de trabalho aponta para uma crescente integração entre humanos e tecnologia. Consequentemente, a automação e a inteligência artificial transformarão muitos empregos, mas também criarão novos.
A flexibilidade no trabalho se tornará mais comum, com o aumento do trabalho remoto e horários flexíveis.
Além disso, a economia gig (trabalho freelancer) continuará a crescer, oferecendo oportunidades para aqueles que preferem a independência a um emprego fixo. Certamente oferecerá grandes oportunidades no cenário econômico.
A educação continuada será ainda mais crucial à medida que os trabalhadores precisem se adaptar às novas exigências e oportunidades.
Leia também:
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- Plataforma de educação: por que promover a capacitação remotamente?
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- Mudanças E Desenvolvimento Organizacional
- Educação corporativa: vale a pena usar no seu negócio?
Quais as profissões em alta no mercado?
Escolher os profissionais a serem contratados em 2024 é um dos maiores desafios. Isso se deve ao fato de que suas descrições de cargo precisam estar alinhadas estrategicamente com o que fará a empresa avançar para um novo patamar.
Alcançar esse novo patamar exige acompanhar os novos comportamentos dos consumidores e as tendências de mercado.
No entanto, ao saber quais profissões estarão em alta por meio de pesquisas, essa tarefa se torna um pouco mais fácil. O relatório realizado pela consultoria Robert Half, por exemplo, apresenta um panorama com os cargos que estarão em alta em 2024 e os respectivos salários.
Áreas que devem liderar as contratações
As áreas que devem liderar as contratações são agronegócio, tecnologia, varejo, saúde, indústria e energia (este último alinhado com a nova norma do mercado livre de energia).
As companhias foram classificadas em pequeno (P) e médio (M) porte (faturamento de até R$ 500 milhões por ano) e grande (G) porte (faturamento anual acima de R$ 500 milhões).
Engenharia
Segmentos que lideram as contratações:
- Agronegócio
- Farmacêutica
- Varejo
- Mineração
- Energia
Profissionais mais procurados:
- Gerente de supply chain
- Gerente de projetos
- Gerente de produção
- Especialista de ESG
Profissionais mais difíceis de encontrar:
- Especialista de ESG
- Gerente de projetos para mineração
- Comprador do segmento de energia renovável
- Engenheiro de automação para a indústria
Habilidades técnicas:
- Inglês fluente
- SGI – Sistema de Gestão Integrada
Requisitos desejáveis:
- Inovação
- MS-Project
- Tech skills
Certificações mais exigidas:
- Ferramentas de projetos
- ESG
- Tecnologia para análise de dados
- Lean manufacturing
- ERPs
Habilidades comportamentais:
- Flexibilidade
- Adaptabilidade
- Comunicação
- Perfil analítico
- Autonomia
Perspectivas de salário para 2024 em Engenharia:
- Gerente de Supply Chain: P/M – 18.500 | 26.100 | 28.850; G – 22.250 | 28.800 | 32.000
- Gerente de produção/processos: P/M – 16.500 | 19.200 | 26.650; G – 20.700 | 24.600 | 29.900
- Gerente de projetos/PMO: P/M – 15.500 | 20.100 | 25.150; G – 20.200 | 26.100 | 32.600
- Engenheiro(a) de EHS/ESG: P/M – 8.600 | 11.200 | 13.900; G – 11.900 | 15.400 | 19.300
Finanças e Contabilidade
Segmentos que lideram as contratações:
- Saúde
- Agronegócio
- Varejo
- Indústria B2B
- Infraestrutura
Profissionais mais procurados:
- Planejamento financeiro
- Controller
- Tesouraria/financeiro
- Contábil/fiscal
- Relações com investidor
Profissionais mais difíceis de encontrar:
- Contábil com inglês
- Fiscal/tributário com inglês
- Planejamento financeiro com início de carreira na contabilidade
Habilidades técnicas:
- Inglês
- Automatização de processos
- Excel e BI
- ERP de mercado
- Estudos financeiros/viabilidade/modelagem financeira
Certificações mais exigidas:
- CRC ativo
Habilidades comportamentais:
- Escuta ativa
- Adaptabilidade
- Dinamismo
- Resiliência
- Relacionamento interpessoal
Perspectivas de salário para 2024 em Finanças e Contabilidade:
- Controller: P/M – 17.500 | 21.500 | 26.000; G – 26.500 | 33.000 | 41.000
- Gerente de Tesouraria/Financeiro: P/M – 13.650 | 16.250 | 20.000; G – 18.800 | 24.000 | 29.200
- Coordenador de planejamento/controladoria: P/M – 12.500 | 14.600 | 17.000; G – 15.250 | 17.600 | 21.750
- Analista Contábil/Fiscal Pleno: P/M – 5.400 | 6.320 | 7.700; G – 6.300 | 7.300 | 8.200
Jurídico
Segmentos que lideram as contratações:
- Escritórios boutiques e de médio porte full services
- Bancos
- Agronegócio
- Tecnologia
- Saúde
Profissionais mais procurados:
- Empresarial/M&A
- Contratos em geral
- Tributário (consultivo e contencioso) e reforma tributária
- Advogado generalista corporativo com foco em contratos
- Compliance
Profissionais mais difíceis de encontrar (todos os níveis):
- Project finance/banking
- Life sciences
- Terceiro setor e ESG
- Mercado de capitais
- Infraestrutura, regulatório e administrativo
Habilidades técnicas:
- Inglês fluente (empresas e escritórios)
- Profundidade técnica e capacitação contínua (escritórios)
- Conhecimento do setor e mercado (empresas)
- Perfil comercial e/ou empreendedor (escritórios)
- Gestão de pessoas (empresas e escritórios)
Certificações mais exigidas:
- Mestrado, doutorado, especialização, LLM ou MBA
- Certificado de idioma avançado/fluente
- Peças, pareceres ou cases jurídicos relevantes
- Certificados de tecnologia, sistemas e ferramentas jurídicas
- Certificados contábeis/financeiros
Habilidades comportamentais:
- Resiliência (empresas e escritórios)
- Autogestão (empresas e escritórios)
- Flexibilidade e adaptabilidade (empresas e escritórios)
- Perfil comercial, negocial e/ou empreendedor (escritórios)
- Relacionamento interpessoal (empresas)
Perspectivas de remuneração para 2024 no setor Jurídico:
- Advogado empresarial/M&A Sr: P – 13.600 | 16.500 | 19.900; M – 16.400 | 20.000 | 24.150; G – 16.450 | 20.000 | 24.150
- Gerente Jurídico: P – 13.150 | 16.000 | 19.350; M – 16.995 | 20.600 | 24.875; G – 19.762 | 24.000 | 29.004
- Advogado de compliance Sr: M – 11.911 | 14.500 | 17.452; G – 13.613 | 16.500 | 19.955
- Advogado consultivo tributário pleno: P – 8.600 | 10.500 | 12.650, M – 9.000 | 11.000 | 13.250; G – 10.260 | 12.500 | 15.104
Recursos Humanos
Segmentos que lideram as contratações:
- Saúde
- Bens de Consumo
- Varejo
- Indústria B2B
- Infraestrutura
Profissionais mais procurados:
- Generalista
- Business partner
- Administração de pessoal/payroll
- Atração e seleção
- Remuneração
Profissionais mais difíceis de encontrar:
- Administração de pessoal/payroll com inglês
- Remuneração com inglês
- Analista generalista com inglês
Habilidades técnicas:
- Idiomas
- Desenvolvimento de liderança
- D&I
- ESG
- Estratégia de remuneração
Certificações mais exigidas:
- CFP
- CFA
- ANCORD
- CGA
- ACAMS/PQO
Habilidades comportamentais:
- Relacionamento interpessoal
- Visão de negócios
- Adaptabilidade
- Hands on
- Inteligência emocional
Perspectivas de remuneração para 2024 no setor de RH:
- Business Partner – Gerente: P/M – 18.300 | 22.500 | 24.500; G – 23.800 | 27.900 | 31.500
- Coordenador/Especialista de Recursos Humanos: P/M – 11.500 | 13.500 | 15.200; G – 13.200 | 15.500 | 17.500
- Analista Sênior de Remuneração e Benefícios: P/M – 8.800 | 10.000 | 11.300; G – 9.800 | 11.700 | 13.200
- Analista Sênior de Administração de Pessoal/Payroll: P/M – 6.700 | 8.000 | 8.800; G – 7.000 | 8.650 | 9.200
Como funciona a oferta no mercado de trabalho?

Como já vimos, o mercado de trabalho opera com base na relação entre oferta e demanda, um conceito originalmente desenvolvido por Adam Smith, pai da economia moderna.
Essa demanda inclui tanto aqueles que buscam a primeira oportunidade quanto profissionais em transição de carreira, desempregados, ou em busca de mudança ou promoção para um cargo superior.
Já a oferta tem características peculiares e é sempre menor que a demanda — o que é natural (e até saudável).
Se a oferta de vagas fosse ampla e irrestrita, a mão de obra provavelmente seria menos especializada, já que os trabalhadores poderiam experimentar um novo emprego a cada semana, inclusive em áreas diferentes.
Por exemplo, considere uma cidade pequena que precisa preencher 200 vagas para uma nova fábrica de software. Nesse caso, a oferta seria maior que a demanda, pois a cidade dificilmente teria profissionais aptos e disponíveis em quantidade suficiente para atender a essa necessidade.
Por outro lado, se a balança apresenta um desequilíbrio significativo, com alta demanda, significa que há muitas pessoas sem emprego ou insatisfeitas com a ocupação atual. Reduzir a demanda, portanto, significa ter mais trabalhadores plenamente satisfeitos com suas carreiras e os cargos que ocupam.
Esse tema é frequentemente abordado por consultorias e empresas de Recursos Humanos.
Conclusão
O mercado de trabalho está em constante evolução, influenciado por forças econômicas, tecnológicas e sociais. Consequentemente, enfrentar seus desafios requer uma abordagem multifacetada que inclua educação contínua, networking eficaz e o desenvolvimento de habilidades interpessoais.
As oportunidades existem para aqueles preparados para se adaptar e crescer com as mudanças. Assim, compreender os mitos e verdades sobre o mercado é fundamental para navegar com sucesso em sua complexidade.
O futuro promete ser um terreno fértil para inovações e novos modelos de trabalho, onde a adaptabilidade será a chave para o sucesso profissional. Então é necessário tomar a forma do cenário econômico vigente.
