Gestão financeira: entenda o que é e a sua importância para empresas

Este artigo explica em detalhes tudo o que você precisa saber sobre gestão financeira.
13 min. de leitura

Administrar uma empresa requer um grande controle financeiro. Mas, infelizmente, a maior parte dos pequenos e médios empresários não faz o controle financeiro de forma correta.

Gestão financeira não é apenas pagamento e recebimento de contas – isso não representa 1% do que realmente é a gestão financeira.

Segundo o Sebrae, quase 50% dos pequenos empresários do Brasil não sabem se tem lucro ou prejuízo, 20% das empresas que fecham as portas, encerram suas atividades por falta de capital e 7% fecham por falta de lucro. 

Isso mostra que grande parte dos empresários Brasileiros não sabe gerir e não faz controle de uma empresa.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para você entender o que é a gestão financeira e como ela pode salvar uma empresa.

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Mas afinal, o que é a gestão financeira?

Gestão financeira é a arte de avaliar, analisar, pensar, controlar, planejar e tomar decisões estratégicas dentro de uma empresa utilizando ferramentas financeiras e cálculos matemáticos. 

Além do mais é através da gestão financeira que você consegue visualizar tudo o que aconteceu em uma empresa em um determinado período.

O controle de uma empresa quando transformado em números proporciona uma visão geral da mesma. 

Além do que, um controle feito de forma correta, diminui a probabilidade de acontecer erros e fraudes dentro de uma empresa, pois um controle eficiente fecha um ciclo financeiro, e se há alguma coisa de errado dentro da empresa é possível visualizar, pois tais números não farão sentido.

A gestão financeira é o mapa de uma empresa.

Por meio da gestão financeira é possível entender os acertos e erros em todas as outras áreas de gestão, é possível entender como estão as vendas, se as pessoas estão trabalhando de maneira correta e eficiente, se a logística está boa, se a empresa tem um bom controle de estoque etc. 

Afinal, as finanças de uma empresa são a consequência de tudo o que ocorre dentro dela. Se uma empresa erra na hora de vender, isso irá causar um problema financeiro dentro da empresa.

Se uma empresa acerta na hora de comprar, isso irá impactar o caixa da empresa positivamente.

Gestão financeira e a falta de controle

Pilhas de moedas com uma maquete de casa e uma calculadora ao fundo, representando a a importância da gestão financeira.

A falta de controle pode ser mortal para uma empresa.

Segundo Paul Volcker, ex-presidente do conselho do Banco Central Americano, “algumas empresas com bons controles quebraram (por diversos motivos), porém nenhuma empresa sem controle teve sucesso ou sobreviveu”.

Para que se faça uma boa gestão financeira, é preciso anotar tudo o que se gasta e tudo o que entra de dinheiro em uma empresa. 

Mas existe uma maneira correta de se fazer esse controle. É preciso fazer em um sistema ou em uma planilha do Excel. Cadernos, livros caixas e papéis dificultam o processo de se fazer controle.

Na planilha ou no sistema, primeiro é preciso criar um plano de contas padronizado especificando todas as despesas e as possíveis entradas de dinheiro da empresa.

Exemplo de Plano de Contas:

  • Água
  • Luz
  • Telefone
  • Salário
  • Fornecedores

O segundo passo é anotar tudo o que gastou e tudo que entrou de dinheiro no plano de contas sempre padronizando em qual conta do plano de contas essa movimentação será lançada.

Na planilha ou no sistema também é preciso existir um campo de conferência de saldos bancários e de caixa. O terceiro passo é conferir se, na planilha ou no sistema, os valores dos saldos estão corretos.

Atualmente, a diferença entre uma empresa que cresce e uma empresa que encerra suas atividades pode estar em pequenos detalhes. E uma boa gestão financeira auxilia a entender esses pequenos detalhes. 

Os três passos acima são os pontapés do controle financeiro de uma empresa; sem eles não existe controle.

Por que o valor financeiro de uma empresa depende de falar sobre trabalho?

O Dia Mundial do Trabalho foi instituído por uma organização sindical, a Segunda Internacional, realizada em Paris, em junho de 1889.

Tratava-se de uma homenagem a trabalhadores mortos em uma série de reivindicações que começaram no dia 1º de maio de 1886 em Chicago (EUA). 

Eles reivindicavam melhores condições de trabalho porque as suas eram desumanas. A jornada de trabalho era de, no mínimo, treze horas, mas chegava a 17 horas. O Brasil legalizou a data comemorativa em 1925.

Em primeiro lugar, as conquistas do mundo do trabalho são importantes porque as empresas são entes sociais e não apenas econômicos.

Logo, ter um ambiente laboral mais saudável é oportuno porque ali estão pessoas, seres humanos.

Contudo, a empresa também ganha economicamente em consequência de sua preocupação com os recursos humanos, com a gestão de pessoas.

Assim, significa dizer que a avaliação econômico-financeira, o valuation de um negócio, reflete este fator humano na organização, além de outros aspectos.

Gestores financeiros avaliando gráficos e relatórios, representando o processo analítico e decisivo da gestão financeira.

O que se faz na gestão financeira?

Na gestão financeira, o profissional é responsável por planejar, organizar, dirigir e controlar as atividades financeiras de uma organização. 

Isso inclui a administração dos fluxos de caixa, a análise de investimentos, o planejamento tributário, a gestão de riscos, a determinação de estratégias de financiamento e investimento, e a elaboração de relatórios financeiros e demonstrações contábeis. 

O gestor financeiro desempenha um papel fundamental na maximização do valor da empresa para os acionistas e na sustentabilidade econômica do negócio.

Qual o salário de um gestor financeiro?

O salário de um gestor financeiro pode variar significativamente de acordo com a região, o tamanho da empresa, o nível de experiência e a educação do profissional.

Além do salário base, muitos gestores financeiros também recebem bônus, participação nos lucros e outros incentivos com base no desempenho financeiro da empresa.

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Avaliação de Empresa e valor de mercado

A avaliação de empresas, também conhecida como valuation, é o processo de apurar o valor econômico-financeiro de um negócio.

Isso pode ser feito a partir de seu potencial próprio de geração de riqueza ou a partir da comparação com indicadores ou com o valor de outras empresas no mercado. 

Desse modo, a apuração do valor depende da escolha de métodospróprios para esse cálculo. Eles são escolhidos conforme o contexto e as demandas de cada empresa em avaliação.

Mas, o mais importante, é que dentro do mercado de compra, venda e avaliação de empresas é totalmente perceptível que uma das grandes fontes de valor e valorização das empresas é a equipe de trabalho.

Mãos de um executivo trabalhando com gráficos de estratégia financeira, ilustrando a prática da gestão financeira.

Em outras palavras, o valor de mercado de uma empresa sofre impacto da gestão de pessoas.

O impacto da gestão de pessoas na gestão financeira

E você pode estar se perguntando porque isso acontece. Então, vamos apresentar algumas explicações para isso em tópicos, a saber:

  • Funcionários que se desenvolvem naturalmente desenvolvem o meio em que atuam;
  • Pessoas que entendem a empresa tem mais facilidade de oferecer suas competências pelo negócio;
  • Empresas que investem em gestão de seus recursos humanos tem mais chance de formar líderes dentro de sua própria equipe e contar com as pessoas certas em áreas estratégicas;
  • Equipes fragilizadas colocam a empresa em risco porque comprometem seu desenvolvimento.

Mas, é importante que se diga que é o investimento na equipe que pode incrementar o valor da empresa e não apenas o discurso.

Afinal, o grande desafio é que muitas vezes as organizações têm um discurso contemporâneo, mas as atitudes não.

Contudo a empresa como um todo pode se beneficiar sensivelmente caso se preocupe em garantir:

  • maior transparência;
  • maior coerência entre discurso e ações;
  • canais de diálogo e interação.

E quando se fala em diálogo, consideramos efetivamente de acordo com o significado da palavra, isto é, um espaço em que se possa falar e ouvir.

O papel do líder nesse aspecto é muito importante porque ele pode fomentar essa cultura de participação e de troca.

Veja também:

Empresa: valor de mercado tem a ver com compaixão no mundo dos negócios

Ter poder sobre os outros, conviver com o excesso de pressão, a necessidade constante de pensar em estratégias e dar soluções globais eficientes e eficazes podem diminuir nossa sensibilidade.

Os pesquisadores Jonathan Davidson e David Owen concluíram que a arrogância é uma patologia derivada do exercício prolongado e não controlado do poder. 

Essa conclusão foi fruto do estudo sobre comportamentos de  presidentes norte-americanos e primeiros-ministros britânicos dos últimos cem anos.

Está publicada no artigo “Síndrome da Arrogância: Uma Desordem Adquirida de Personalidade?”, na revista Brain, de 2009.

O neurocientista Sukvinder Obhi, da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, também descobriu que o exercício do poder enfraquece o “espelhamento”, função neurológica responsável por nossa capacidade de compreender os outros.

Investigações como essas levaram Rasmus Hougaard, Jacqueline Carter e Louise Chester a afirmarem na Harvard Business Revew, de abril de 2018, que “O poder é capaz de corromper líderes; a compaixão, de salvá-los”.

Se para empresa, valor depende também de pensar sobre aspectos considerados até então subjetivos, é importante considerá-los como parte da estratégia do negócio.

Naturalmente isso vai se refletir em sua avaliação de empresa.

Mas afinal, como cultivar a compaixão?

Colegas de trabalho examinando dados financeiros em um laptop, destacando a cooperação na gestão financeira.

Hougaard, Carter e Chester propõem treinar até conseguir fazer dela um hábito.

Em primeiro lugar é preciso usar a compaixão no relacionamento com as pessoas de forma geral, em âmbito profissional ou fora deles.

A sugestão deles é perguntar-se sempre “Como posso ajudar esta pessoa?” em qualquer circunstância de relacionamento.

Buscar oportunidades de exercitar a compaixão é outra sugestão deles. Os autores citam, por exemplo, John Chambers, antigo CEO da Cisco, companhia multinacional na área de TI e redes, como exemplo. 

Chambers desenvolveu um sistema para ser notificado sobre empregados de qualquer parte do mundo que viviam problemas graves.

Quando passava por uma perda ou doença, por exemplo, ele mesmo escrevia uma carta de apoio ao colaborador.

Outra sugestão é realizar diariamente o exercício de se lembrar de alguém que esteja passando por problemas e refletir sobre como essa pessoa deve estar se sentindo.

Naturalmente não se trata de internalizar os problemas do outro, mas desenvolver a capacidade de observar a dor dele.

A falta de compaixão gera desprezo pelo próximo, perda de contato com a realidade e comportamento imprudente, impulsivo.

Pesquisas apontam que o líder pode ser afetado a tal ponto que decide sobre uma demissão em massa sem qualquer remorso ou dor.

Mas, é claro, que a perda da sensibilidade no mundo dos negócios, portanto, atrapalha definitivamente liderados e instituições. Mesmo porque sentir é uma competência que nos faz humanos. 

Além disso, o fator humano é decisivo no mundo dos negócios como apontam vários estudiosos, a exemplo de Peter Drucker.

Nesse sentido, para empresa, valor significa um conjunto de fatores que necessariamente deve incluir as pessoas. As estratégias de avaliação de empresa apenas demonstram isso.

Sobrecarga informativa: para empresa, valor é ter informação na medida

Três gestores financeiros colaborando em estratégias empresariais, utilizando um laptop, simbolizando a gestão financeira moderna no trabalho.

O excesso de informações também parece-nos um fator relevante a ser considerado dentro desse tema. Caixas de e-mail lotadas, muitas reuniões, dados e fatos que se multiplicam no “mundo lá fora”…

O excesso de informações é considerada uma barreira organizacional tão potente quanto a falta delas. Isso precisa ser administrado para evitar que todos fiquem no piloto automático.

Na área dos estudos de mídia há até um conceito para designar o impacto desse excesso, chama-se “disfunção narcotizante”. 

Para os autores do Funcionalismo Norte-americano, quando vemos excessivamente a reprodução midiática de uma informação tendemos a adotar dois caminhos. O primeiro é: confundir informação com ação. 

Assim , a saturação de informação nos cria a ilusão de termos feito algo prático como cidadãos. O outro caminho é a negação da gravidade do fato.

É tanta repetição que corremos o risco de considerar normal, casos de violência e corrupção, por exemplo. Isso quer dizer que perdemos a capacidade de nos impressionar e até indignar.

Sem dúvida, também sobre esse aspecto o mundo moderno oferece riscos que impactam as empresas e os empresários.

A percepção é uma competência importante para o empresário, especialmente o empreendedor e, logo, para o mundo dos negócios.

Conclusão: a importância da gestão financeira

A gestão financeira é a espinha dorsal de qualquer negócio, garantindo a saúde financeira e a viabilidade a longo prazo de uma organização.

Os gestores financeiros, com suas habilidades especializadas em análise e estratégia, são indispensáveis para navegar pelas complexidades econômicas e maximizar o retorno sobre os investimentos. 

Enquanto o salário de um gestor financeiro reflete a importância e a complexidade de suas funções, é a sua capacidade de impactar positivamente os resultados financeiros que torna sua função tão valorizada. 

A gestão financeira eficaz não apenas fortalece o balanço patrimonial, mas também apoia a tomada de decisões estratégicas e a realização de objetivos corporativos, sublinhando o seu papel crucial na condução do sucesso empresarial em qualquer setor.

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